Cartórios emitem comunicado para brasileiros que possuem imóveis registrados no país
Medida permite que proprietários definam previamente quem poderá administrar seus bens em situações futuras de incapacidade

Brasileiros que possuem imóveis registrados em cartório devem ficar atentos a uma orientação que passou a ganhar destaque em todo o país e que pode impactar diretamente a administração do patrimônio a partir de 2026.
A mudança envolve uma ferramenta jurídica pouco conhecida, mas considerada estratégica para quem deseja planejar o futuro com mais segurança.
A novidade está relacionada à chamada autocuratela, um mecanismo que permite ao próprio cidadão indicar, de forma antecipada, quem ficará responsável por tomar decisões sobre seus bens e interesses caso ele venha a perder a capacidade de se manifestar por motivo de doença, acidente ou idade avançada.
O tema passou a ser divulgado pelos cartórios após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecer regras que organizam e padronizam esse tipo de procedimento no país.
A medida é vista como uma forma de ampliar a autonomia das pessoas e reduzir conflitos familiares ou disputas judiciais envolvendo imóveis e patrimônio.
Na prática, a autocuratela funciona como uma manifestação formal de vontade. O proprietário pode escolher uma ou mais pessoas de confiança para exercer a função de curador, definindo inclusive a ordem de preferência. Essa escolha é registrada em cartório de notas, o que garante validade jurídica ao documento.
Embora seja mais comum entre idosos ou pessoas com alguma condição de saúde, a autocuratela pode ser feita por qualquer pessoa maior de idade, inclusive proprietários de imóveis que desejam evitar decisões futuras impostas pela Justiça sem conhecimento prévio de sua vontade.
Mesmo com o registro em cartório, a curatela ainda depende de análise judicial caso seja acionada. O Ministério Público participa do processo, e o juiz avalia se a pessoa indicada tem condições de exercer a função, o que serve como proteção contra abusos ou fraudes.
Especialistas explicam que a medida não altera a posse nem a propriedade do imóvel, mas define quem poderá representar legalmente o titular em decisões patrimoniais, como administração, contratos ou movimentações relacionadas aos bens.
Com o envelhecimento da população e o aumento do patrimônio imobiliário no país, a autocuratela passou a ser vista como uma ferramenta de planejamento patrimonial e proteção jurídica, motivo pelo qual os cartórios começaram a reforçar a orientação aos proprietários.
A recomendação é que interessados busquem um cartório de notas ou a plataforma oficial de serviços notariais eletrônicos para obter informações detalhadas antes de formalizar o procedimento.
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