Anvisa proíbe venda de chá de camomila após descoberta grave
Lote apresentava larvas e fragmentos de insetos acima do limite permitido, segundo análise da Anvisa

Um produto comum na rotina de milhares de brasileiros entrou no radar da Anvisa após uma constatação alarmante. Um chá de camomila bastante conhecido foi retirado do mercado depois que análises apontaram falhas graves no processo de fabricação, incluindo a presença de contaminantes muito acima do permitido.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, nesta segunda-feira (5), o recolhimento imediato do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra. Além do recolhimento, o lote teve a comercialização, distribuição, divulgação e consumo suspensos em todo o país.
A medida foi tomada após a própria fabricante, Água da Serra Industrial de Bebidas S.A., comunicar à Anvisa um recolhimento voluntário do produto — procedimento adotado quando a empresa identifica irregularidades que podem comprometer a segurança do consumidor.
De acordo com os laudos técnicos, os problemas vão além de simples inconformidades.
O ensaio de identificação de elementos histológicos detectou a presença de talos, ramos e sementes que não fazem parte da composição esperada do chá de camomila, indicando falhas no controle da matéria-prima.
Ainda mais grave foi o resultado da análise de matérias estranhas. Em apenas 25 gramas do produto, foram encontradas 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos.
O número ultrapassa com folga o limite máximo permitido, que é de 90 fragmentos para a mesma quantidade. Para a Anvisa, o achado evidencia falhas severas nas boas práticas de fabricação do lote analisado.
Outro produto também foi proibido
Além do chá, a Anvisa também determinou a proibição da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para cuidados pós-tatuagem. Diferente do caso do chá, a restrição se deu porque o produto possui origem desconhecida e não possui registro ou notificação junto à agência reguladora.
Com isso, a pomada está proibida de ser fabricada, comercializada, importada, distribuída, divulgada e utilizada no Brasil, até que a situação seja regularizada.
As decisões reforçam o papel da Anvisa na fiscalização de produtos que chegam ao consumidor final e acendem um alerta sobre a importância de verificar a procedência e a regularização de itens, mesmo aqueles considerados simples ou de uso cotidiano.
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