Em que idade uma pessoa é considerada velha hoje em dia, segundo a ciência
Pesquisas mostram que o envelhecimento não segue um número fixo e depende mais da saúde e da funcionalidade do que da idade no documento

A pergunta sobre quando uma pessoa passa a ser considerada velha não tem uma resposta única na ciência. Diferentemente do senso comum, pesquisadores explicam que o envelhecimento não acontece de forma automática ao atingir determinada idade, mas como um processo gradual e individual.
Do ponto de vista científico e demográfico, o marco mais utilizado para classificar a velhice é a partir dos 60 anos, referência adotada em estudos populacionais e por organismos internacionais, especialmente em países em desenvolvimento. No entanto, esse critério é considerado mais administrativo do que biológico.
Em países com maior expectativa de vida, muitos estudos utilizam 65 anos como referência. Ainda assim, cientistas ressaltam que esse limite surgiu por fatores sociais, como aposentadoria, e não por uma mudança brusca no funcionamento do corpo humano.
Na área médica e na gerontologia, o conceito de “velho” é cada vez menos associado apenas à idade cronológica. A ciência leva em conta a chamada idade biológica, que avalia aspectos como força muscular, mobilidade, memória, autonomia e presença de doenças crônicas.
Isso explica por que pessoas da mesma idade podem envelhecer de formas completamente diferentes. Enquanto alguns indivíduos mantêm plena capacidade física e mental após os 60 anos, outros podem apresentar sinais de fragilidade bem antes dessa fase.
Para fins científicos, o envelhecimento costuma ser dividido em faixas. Pessoas entre 60 e 74 anos são consideradas idosos mais jovens. Entre 75 e 84 anos, entram na faixa intermediária.
Já a partir dos 85 anos, muitos estudos classificam como idade avançada, período em que o risco de limitações aumenta.
Pesquisas recentes também indicam que alterações biológicas associadas ao envelhecimento começam ainda na vida adulta, mas isso não significa que alguém seja considerado velho nesse estágio. Esses processos fazem parte do desenvolvimento natural do organismo ao longo da vida.
Diante dessas evidências, especialistas defendem que a ciência vem abandonando a ideia de um número fixo para definir quando alguém é velho. O entendimento atual é que envelhecer está mais relacionado à funcionalidade, à saúde e à qualidade de vida do que à idade registrada nos documentos.
Assim, embora os 60 anos continuem sendo uma referência oficial, a ciência deixa claro que ser considerado velho depende muito mais de como o corpo e a mente respondem ao tempo do que da quantidade de aniversários celebrados.
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