Perda de força muscular em idosos pode estar sendo subestimada, alertam especialistas
Estudos indicam que a redução da força ao envelhecer é mais comum do que se imaginava e pode afetar a autonomia, o equilíbrio e até a expectativa de vida
Muitos idosos acreditam que sentir menos força faz parte natural do envelhecimento.
No entanto, pesquisas recentes mostram que essa perda pode estar acontecendo de forma silenciosa, precoce e em intensidade maior do que se pensava.
A condição é conhecida como sarcopenia, termo usado para definir a perda progressiva de massa e força muscular com o avanço da idade.
Embora comum após os 60 anos, especialistas alertam que o problema nem sempre é diagnosticado corretamente.
Diagnóstico pode estar falhando
Estudos apontam que os critérios usados para identificar a sarcopenia podem subestimar o número real de casos.
Quando métodos mais rigorosos são aplicados, a prevalência da condição chega a quadruplicar em algumas populações.
Isso significa que muitos idosos convivem com a perda muscular sem saber, tratando o problema apenas como “cansaço” ou “fraqueza normal da idade”.
Além disso, a redução da força costuma ocorrer antes mesmo da perda visível de massa muscular.
Por isso, exames simples nem sempre detectam o problema logo no início.
Consequências vão além da força física
A sarcopenia não afeta apenas a musculatura.
Ela está diretamente associada ao aumento do risco de quedas, fraturas, perda de independência e internações hospitalares.
Pesquisas indicam ainda que idosos com baixa força muscular apresentam maior risco de mortalidade, superando até indicadores tradicionais de fragilidade.
Atividades simples, como subir escadas, levantar da cadeira ou carregar compras, passam a exigir esforço excessivo.
Sedentarismo acelera o problema
Embora o envelhecimento seja um fator natural, o sedentarismo agrava a perda muscular.
Períodos curtos de inatividade, como após internações ou doenças, podem causar redução significativa da força em poucos dias.
Além disso, alimentação inadequada e doenças crônicas contribuem para o avanço da sarcopenia.
Especialistas destacam que a perda muscular não atinge apenas idosos muito avançados. Ela pode começar de forma gradual a partir dos 50 anos.
É possível prevenir e retardar a perda
A boa notícia é que a sarcopenia pode ser prevenida ou controlada.
Exercícios de força, mesmo leves, ajudam a preservar a musculatura e melhorar o equilíbrio.
Outro ponto essencial é a ingestão adequada de proteínas, aliada ao acompanhamento médico.
Em muitos casos, pequenas mudanças na rotina já fazem diferença significativa.
Por isso, médicos reforçam a importância de não normalizar a fraqueza excessiva como parte inevitável do envelhecimento.
Identificar o problema cedo pode garantir mais autonomia, qualidade de vida e segurança na terceira idade.
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