Polícia prende professor suspeito de pedir fotos íntimas a alunos em troca de notas no ES

Denúncias chegaram à polícia por meio dos pais dos estudantes, que estavam na faixa dos 12 aos 16 anos

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Polícia prende professor suspeito de pedir fotos íntimas a alunos em troca de notas no ES
Suspeito teria pedido fotos íntimas a alunos de 12 a 16 anos de idade. (Foto: Divulgação/PCES)

ARTUR BÚRIGO

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu na semana passada um professor suspeito de ter cometido crimes sexuais contra alunos da rede pública de ensino. Ele estava foragido desde abril do ano passado.

De acordo com os investigadores, o docente solicitava fotos íntimas de estudantes de 12 a 16 anos em troca de notas para aprovação na disciplina.

O caso foi revelado na última segunda-feira (12), e o nome do suspeito não foi divulgado. A reportagem não conseguiu localizar sua defesa.

Até o momento, a apuração identificou 8 vítimas, 6 em Vila Velha e 2 em Serra, município onde o suspeito foi preso.

Os casos ocorreram durante 2023 e 2024, ano em que as denúncias chegaram à polícia por meio dos pais dos alunos, que foram alertados pelas escolas. O primeiro comunicado, sobre um caso de Serra, foi feito à delegacia em novembro de 2024.

De acordo com os delegados, as instituições colaboraram com as investigações e afastaram o suspeito da função assim que souberam das denúncias.

“Há prints de conversa do professor [com os alunos] em que ele fala ‘só escreva o seu nome, deixe o resto comigo’. O professor preenchia a prova, e em troca o adolescente tinha que mandar foto do órgão genital para ele”, afirmou a delegada Thais Cruz.

Os policiais disseram que o suspeito procurava alunos que tinham dificuldades de alcançar as notas mínimas para aprovação.

Após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no fim de 2024, a polícia identificou que o professor armazenava fotos íntimas dos estudantes, além de registros dos alunos com uniforme.

Ele chegou a ser preso, mas foi liberado em audiência de custódia mediante cumprimento de medidas cautelares.

Em fevereiro de 2025, uma nova denúncia chegou à polícia, agora de supostos crimes sexuais cometidos contra alunos da rede pública de Vila Velha.

Em um desses casos, o suspeito teria ameaçado forçar um adolescente de 12 anos a acessar sites de pornografia e de pedofilia para não denunciar o aluno por ter usado o celular na escola.

Ainda segundo os delegados, o professor também teria abordado o estudante no banheiro e apalpado as partes íntimas dele, ato que foi caracterizado como supeita de estupro de vulnerável.

“Em 2024, ele não atuava mais na rede municipal de Vila Velha e as abordagens passaram a ser por meio de redes sociais, nas quais ele oferecia dinheiro. Nós encontramos diversos Pix feitos para essas vítimas com valores entre 30 e 50 reais, além de objetos, como uma prancha de surfe”, disse o delegado Glalber Queiroz.

Um novo pedido de prisão do professor foi determinado pela Justiça em abril, e o suspeito era considerado foragido desde então.

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