Com 29 anos, jovem trabalha só 115 dias no ano e recebe R$ 55 mil por mês em uma profissão que poucos têm coragem de encarar
Amalie Lundstad encara o isolamento em plataformas de petróleo na Noruega para garantir um salário milionário e 250 dias de folga por ano

Imagine ter mais de 250 dias de folga por ano e, ainda assim, ostentar um salário que ultrapassa os R$ 55 mil mensais antes mesmo dos 30 anos. Essa rotina, que parece saída de um roteiro de ficção, é a realidade vivida por Amalie Lundstad.
Aos 29 anos, a engenheira de processos encontrou sua liberdade financeira em um dos ambientes mais hostis do planeta: o meio do oceano. Ela faz parte de um grupo restrito de profissionais que aceitam o isolamento extremo em troca de uma conta bancária robusta.
No entanto, o valor depositado mensalmente não é apenas pelo conhecimento técnico, mas pela coragem de encarar o perigo. A jornada de Amalie revela que, no mercado de trabalho de 2026, o tempo livre virou o maior luxo de quem se atreve a ir onde poucos iriam.
Do quartel ao isolamento no Mar do Norte
A trajetória de Amalie começou de forma incomum, servindo como bombeira no exército antes de mergulhar na indústria petrolífera. Essa base militar foi essencial para forjar a disciplina necessária para atuar em plataformas ao largo da costa da Noruega.
Para chegar ao posto, ela encara uma logística complexa que envolve viagens de Oslo até Bergen e, finalmente, um voo de helicóptero sobre as águas geladas. Uma vez na plataforma, o trabalho acontece em ciclos intensos de 14 dias consecutivos, sem direito a pausas externas.
Os turnos alternam entre dia e noite, exigindo uma adaptação biológica constante que muitos profissionais não suportam. “Nenhum dia é igual ao outro”, relata a engenheira, destacando que a rotina começa pontualmente às 17h45 em um ambiente onde o erro não é uma opção.
Essa dedicação concentrada permite que ela trabalhe apenas 115 dias por ano, garantindo uma liberdade geográfica rara. O sacrifício de duas semanas de confinamento total é compensado por semanas inteiras de descanso e viagens pelo mundo.
Rigor absoluto em meio ao risco de explosão
Trabalhar em uma estrutura cercada por riscos de explosão e vazamentos exige que a segurança seja tratada como um dogma. Entre 2014 e 2019, centenas de trabalhadores sofreram acidentes em plataformas, o que moldou o comportamento preventivo de Amalie.
A primeira tarefa da engenheira é revisar protocolos minuciosos e distribuir funções para a equipe sob sua supervisão. Na plataforma, nenhuma operação é realizada individualmente, exigindo sempre a presença de pelo menos dois profissionais para cada movimento.
Esse rigor técnico é o que garante a integridade da estrutura e das vidas que nela habitam durante os ciclos de extração. O foco total na prevenção é o que permite que o trabalho offshore continue sendo uma das carreiras mais lucrativas do mercado global.
A supervisão constante e o cumprimento de normas internacionais transformam o medo em um processo controlado e produtivo. Para Amalie, a adrenalina do risco é mitigada pela confiança absoluta nos procedimentos de segurança que ela mesma ajuda a gerir.
O alto preço emocional da liberdade financeira
Embora o salário anual de R$ 660 mil seja extremamente atrativo, Amalie faz questão de ressaltar que o dinheiro tem um custo invisível. O isolamento geográfico significa estar ausente em aniversários, feriados e momentos familiares que nunca mais voltarão.
A remuneração de R$ 55 mil mensais é inflada por adicionais de periculosidade e turnos noturnos, refletindo a dureza da função. É um estilo de vida que exige uma inteligência emocional acima da média para lidar com a saudade e o confinamento.
Para quem ama viajar e busca independência cedo, a carreira offshore se apresenta como uma oportunidade dourada em 2026. No entanto, o sucesso nesse campo depende da habilidade de transformar a solidão do mar em um combustível para a realização pessoal.
Amalie Lundstad é a prova de que caminhos profissionais fora da caixa podem oferecer recompensas extraordinárias para quem tem estômago. O segredo da jovem engenheira não está apenas nos números, mas na resiliência de prosperar onde a maioria sequer ousaria pisar.
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