Novo RG tem prazo final: veja quanto custa para tirar e quais são os 3 documentos exigidos para fazer a identidade

Adeus ao RG antigo! Saiba como emitir a Nova Carteira de Identidade Nacional gratuitamente e quais os documentos necessários para não perder o prazo

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Novo RG tem prazo final: veja quanto custa para tirar e quais são os 3 documentos exigidos para fazer a identidade
(Ilustração: Reprodução/ Senado Federal)

O tradicional RG que conhecemos está com os dias contados em todo o território nacional. Seguindo as diretrizes do Decreto nº 10.977/2022, os brasileiros agora precisam se adequar à Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), que unifica os dados de identificação.

A grande inovação do documento é a adoção do CPF como número único, o que promete dificultar fraudes e eliminar a confusão de ter um número de RG diferente para cada estado. O prazo final para a substituição definitiva foi fixado para o ano de 2032, mas a recomendação é não deixar para a última hora.

Neste início de 2026, a emissão já está normalizada em todos os estados, oferecendo tanto a versão física quanto a digital. Confira abaixo os detalhes sobre custos, documentação necessária e os novos prazos de validade estabelecidos pelo governo.

Quanto custa a emissão e quem tem direito à gratuidade?

De acordo com a Lei Federal nº 7.116/1983, a primeira via da CIN é gratuita para todos os cidadãos brasileiros. Essa medida visa facilitar o acesso de toda a população ao novo padrão de identificação nacional sem gerar custos extras no primeiro momento.

No entanto, se você precisar de uma segunda via por perda ou extravio, é necessário desembolsar uma taxa estadual. Em Goiás, o valor atualizado para 2026 é de R$ 42,20, um dos preços mais competitivos se comparado a outros estados brasileiros, como São Paulo, onde o custo é de R$ 66,72.

Em outros estados, os valores podem ser mais acessíveis, como em Santa Catarina (R$ 46,89) e Alagoas (R$ 36,03). Vale lembrar que pessoas em situação de vulnerabilidade costumam ter direito à isenção mediante declaração de pobreza nos postos de atendimento.

Os 3 documentos fundamentais para garantir a sua CIN

Para realizar a emissão, o primeiro passo é agendar o atendimento nos órgãos estaduais, como o Poupatempo ou postos da Polícia Civil. No dia marcado, o cidadão deve ser rigoroso com a documentação para evitar viagens perdidas. Os três itens obrigatórios são:

  • Certidão de Nascimento ou Casamento: Deve ser apresentada a versão original ou cópia autenticada, garantindo que o documento esteja em bom estado de conservação.
  • CPF regularizado: Como o número do CPF será o identificador único, ele precisa estar em conformidade com os dados da Receita Federal.
  • Comprovante de residência: Contas de luz, água ou internet recentes são amplamente aceitas para comprovar o domicílio atual.

Com esses papéis em mãos, o processo de coleta biométrica e fotográfica é rápido e eficiente. Após a emissão do modelo físico, o cidadão poderá baixar o aplicativo gov.br para acessar a versão digital, que possui a mesma validade jurídica em todo o Brasil.

Prazos de validade e o fim da renovação para idosos

Uma mudança importante na CIN é a introdução de prazos de validade obrigatórios, algo que não era padronizado no modelo antigo. Para crianças de até 11 anos, o documento é válido por 5 anos. Já para a faixa etária entre 12 e 59 anos, a renovação deve ocorrer a cada 10 anos.

A grande notícia é para os cidadãos acima de 60 anos: para este grupo, a validade da CIN passa a ser indeterminada. Isso significa que, após a emissão do novo modelo, o idoso não precisará mais se preocupar com renovações periódicas, trazendo mais conforto e menos burocracia.

A modernização do sistema de identificação coloca o Brasil em um novo patamar de segurança pública e cidadania digital. Fique atento aos canais oficiais do seu estado para realizar o agendamento e garantir que sua documentação esteja atualizada conforme as novas exigências de 2026.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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