Poucas pessoas sabem, mas Rio Tietê nasce cristalino e potável em uma cidade do interior paulista
Em Salesópolis, o Tietê nasce protegido pela Mata Atlântica, com água cristalina na nascente, um contraste com o rio na capital

Muita gente associa o Rio Tietê à poluição que atravessa a Grande São Paulo. Só que a história dele começa bem longe dali, em um cenário verde e silencioso, com água clara brotando entre pedras e vegetação nativa.
Esse “outro Tietê” nasce em Salesópolis, no Alto Tietê, dentro do Parque Nascentes do Tietê, uma área protegida que guarda o ponto onde o rio começa a se formar.
E o contraste impressiona: antes de ganhar volume e cruzar grandes cidades, o Tietê surge pequeno, cristalino e, no ponto da nascente, descrito como um lugar onde se pode até beber a água diretamente.
Onde nasce o Rio Tietê e por que a água é tão limpa no começo
O Parque Nascentes do Tietê protege o local onde nasce o mais paulista dos rios, em uma paisagem cercada pela Mata Atlântica, com clima de interior e cara de trilha leve.
Salesópolis fica na região do Alto Tietê e é conhecida justamente por abrigar essa nascente, ainda preservada e distante do impacto urbano mais pesado.
É por isso que, ali, o rio surpreende quem só conhecia a versão cinza: o ambiente de preservação mantém a água clara e o entorno protegido, criando um início “cristalino” para um rio que depois vai enfrentar outra realidade.
O que dá para ver no Parque Nascentes do Tietê
A visita costuma ter um objetivo simples: chegar ao ponto exato onde o Tietê nasce e ver o rio ainda pequeno, correndo entre pedras e vegetação.
O parque também é apresentado como um espaço de educação ambiental, com estrutura de visitação e informações sobre a importância do rio e da preservação das nascentes.
Outro atrativo é a própria sensação de mudar a lente sobre o Tietê: em vez do rio largo e conhecido pela poluição, o visitante encontra um começo delicado, e isso costuma marcar a experiência.
Como o rio muda ao longo do caminho e por que a nascente virou símbolo
O Tietê é considerado um curso d’água atípico: mesmo nascendo perto do litoral, ele segue para o interior por mais de 1.100 km, até desaguar no Rio Paraná, em Itapura.
No caminho, ele atravessa diferentes realidades urbanas e ambientais, e é justamente essa transformação que torna a nascente tão simbólica. Ver onde ele começa ajuda a entender que o rio não nasce poluído, ele é impactado ao longo do trajeto.
Por isso, Salesópolis virou um destino curioso para quem gosta de natureza e turismo de bate-volta: é um lembrete vivo de que o Tietê tem, sim, um começo limpo, verde e surpreendente.
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