Por que os faróis dos carros antigos eram amarelos e hoje quase todos usam luz branca?

Tecnologia, segurança e eficiência explicam por que o amarelo ficou no passado e a luz branca virou padrão

Layne Brito Layne Brito -
luz amarela dos farois dos carros
(Foto: Reprodução)

Quem observa fotos antigas de carros logo percebe um detalhe curioso: durante décadas, os faróis tinham tonalidade amarelada.

Hoje, no entanto, a luz branca e até azulada domina as ruas. Essa mudança não aconteceu por acaso e envolve fatores históricos, tecnológicos e até legais.

No início do século 20, os faróis dos automóveis utilizavam lâmpadas incandescentes simples, que produziam naturalmente uma luz amarelada.

Esse tom não era uma escolha estética, mas uma limitação tecnológica da época. Além disso, o amarelo apresentava uma vantagem importante: ele causava menos reflexo em condições de neblina, chuva ou poeira, comuns em estradas de terra e mal iluminadas.

Um caso emblemático foi o da França. A partir da década de 1930, o país adotou oficialmente o uso de faróis amarelos.

A justificativa era dupla: melhorar a visibilidade em condições climáticas adversas e reduzir o ofuscamento para motoristas que vinham no sentido contrário.

Durante muitos anos, os faróis amarelos se tornaram uma marca registrada dos carros franceses.

Com o avanço da tecnologia, especialmente após a popularização das lâmpadas halógenas a partir dos anos 1960 e 1970, a luz branca começou a se tornar mais comum.

Essas lâmpadas ofereciam maior intensidade luminosa, melhor alcance e reprodução mais fiel das cores da estrada, facilitando a identificação de placas, pedestres e obstáculos.

Outro fator decisivo foi a padronização internacional. À medida que o trânsito se tornou mais globalizado, normas técnicas passaram a priorizar a luz branca como padrão por oferecer melhor visibilidade geral e compatibilidade com novos sistemas de iluminação.

A França, por exemplo, abandonou oficialmente os faróis amarelos em 1993.

Nos anos seguintes, novas tecnologias reforçaram essa tendência. Lâmpadas de xenônio (HID) e, mais recentemente, os LEDs passaram a dominar o mercado.

Esses sistemas produzem luz branca mais intensa, consomem menos energia e têm maior durabilidade. Além disso, permitem ajustes precisos do facho de luz, reduzindo o ofuscamento quando corretamente regulados.

Apesar disso, o amarelo não desapareceu completamente.

Ele ainda é utilizado em faróis de neblina e iluminação auxiliar, justamente por seu melhor desempenho em condições de baixa visibilidade, onde a luz branca pode se refletir mais nas partículas de água suspensas no ar.

No fim, a transição dos faróis amarelos para os brancos reflete a evolução da tecnologia automotiva e das normas de segurança viária.

O que antes era uma limitação técnica virou uma escolha consciente por mais eficiência, alcance e visibilidade acompanhando a modernização dos carros e das estradas.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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