O mistério do Coliseu: por que parte do monumento desapareceu
Aparência “incompleta” do Coliseu desperta curiosidade há séculos e guarda uma história marcada pelo tempo, pela natureza e pela ação humana

O Coliseu, em Roma, é um dos monumentos mais fotografados do planeta e também um dos que mais geram uma dúvida imediata em quem o vê de perto: por que ele parece “incompleto”?
Basta olhar para a parte externa para notar que um lado está bem mais preservado, enquanto outro parece ter sido arrancado, como se o anfiteatro tivesse perdido um pedaço inteiro.
Apesar do ar de mistério, a explicação é histórica e envolve uma combinação de desastres naturais, abandono e reaproveitamento de materiais ao longo de séculos.
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Construído no século 1º d.C., durante o Império Romano, o Coliseu (ou Anfiteatro Flaviano) foi projetado para ser grandioso e resistente. Ele recebia multidões para espetáculos públicos e virou símbolo do poder romano.
O problema começou quando o império entrou em declínio e, mais tarde, Roma passou por mudanças políticas e sociais profundas. Sem a mesma estrutura de manutenção e sem a função original, o anfiteatro deixou de ser cuidado como antes.
Com o passar do tempo, terremotos desempenharam um papel decisivo na destruição de grandes trechos.
Roma sofreu diversos abalos ao longo da história, e o Coliseu, por ser uma construção gigantesca, sentiu o impacto. A área que mais “sumiu” corresponde justamente a um setor mais vulnerável, onde o solo e a estrutura reagiram pior aos tremores.
Em vez de um único colapso cinematográfico, o que ocorreu foi uma sequência de danos, rachaduras e quedas ao longo dos anos, até que partes inteiras ruíram.
Mas a natureza não foi a única responsável. Na Idade Média, o Coliseu acabou virando uma espécie de “depósito de materiais” para a própria cidade.
Pedras, blocos de travertino e mármores passaram a ser retirados para reaproveitamento em outras obras. Na prática, parte do anfiteatro foi desmontada para alimentar a construção e reforma de prédios em Roma.
Era comum, naquele período, reutilizar materiais de estruturas antigas, já que extrair e transportar novas pedras custava caro e exigia muito esforço.
Outro detalhe que acelerou a degradação foi a retirada de metais. Muitos blocos do Coliseu eram unidos por grampos e reforços metálicos.
Ao longo do tempo, esses elementos foram arrancados seja por interesse econômico, seja por oportunismo o que deixou a estrutura ainda mais frágil. Sem essas “amarras”, o monumento ficou mais suscetível a novos desabamentos, principalmente depois de tremores e com a ação do clima.
Além disso, o Coliseu teve usos improvisados em diferentes épocas. Já serviu como abrigo, fortificação e até espaço ocupado por moradores, o que contribuiu para intervenções desordenadas e desgaste.
Um monumento desse porte, sem manutenção constante, tende a se deteriorar rapidamente, ainda mais quando perde partes estruturais e sofre com a retirada de materiais.
O resultado de tudo isso é o Coliseu que o mundo conhece hoje: uma obra monumental, mas marcada por ausências visíveis.
O “lado que sumiu” não desapareceu por mágica, nem por um único evento isolado, e sim por um processo lento, acumulado, que mistura a força da natureza com séculos de ações humanas.
Hoje, o anfiteatro é protegido e passa por conservação contínua, justamente para impedir que o que restou continue se perdendo.
Mesmo incompleto, o Coliseu segue como um dos maiores símbolos da engenharia romana e, paradoxalmente, é essa cicatriz no monumento que reforça a sensação de estar diante de uma história real, atravessada pelo tempo.
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