Mais de 45 toneladas de peixe invasor são retiradas de rio para recuperar ecossistema nativo
Retirada em massa tenta frear avanço de carpas invasoras e dar fôlego a espécies nativas do rio

Uma operação de manejo ambiental retirou mais de 45 toneladas de peixes invasores de um rio nos Estados Unidos em uma tentativa de recuperar o equilíbrio do ecossistema nativo.
A ação mira principalmente carpas invasoras, espécies que se espalham rapidamente, disputam alimento com peixes locais e podem provocar alterações importantes na dinâmica do ambiente aquático.
De acordo com os dados divulgados no balanço da iniciativa, a remoção acumulada desde 2022 já ultrapassou 109 mil libras, o equivalente a cerca de 49 toneladas.
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Somente em 2025, foram retiradas 36.863 libras, aproximadamente 16,7 toneladas, marcando o maior volume anual registrado pelo programa até agora.
O alvo da operação inclui três tipos de carpas invasoras: carpa prateada, carpa cabeçuda e carpa negra.
Elas ficaram conhecidas por crescerem em ritmo acelerado, consumirem grande quantidade de recursos e pressionarem espécies nativas, que passam a ter mais dificuldade para se manter no habitat.
Além dos danos ambientais, a presença do peixe invasor também chama atenção por risco à segurança.
Um dos tipos, a carpa prateada, tem o hábito de saltar fora d’água quando é assustada por motores de embarcações, o que pode provocar acidentes em regiões onde há navegação recreativa.
Para retirar os animais, as equipes utilizaram um conjunto de métodos, como pesca elétrica, redes de captura e um equipamento que aplica estímulo elétrico para atordoar os peixes e facilitar a coleta em áreas específicas do rio.
A atuação foi ampliada em trechos estratégicos, com o objetivo de manter a pressão de remoção e evitar que as carpas avançassem para novas áreas.
Especialistas envolvidos no manejo reforçam que o trabalho precisa ser contínuo. Isso porque, mesmo com grandes volumes retirados, a espécie invasora tende a se recompor rapidamente se houver condições favoráveis no ambiente.
A estratégia, portanto, é reduzir a população ao ponto de diminuir a competição com peixes nativos e criar condições para a recuperação gradual do ecossistema.
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