Fim da escala 6×1: como fica a situação de quem trabalha 8 horas por dia
Proposta em discussão no Congresso pode reduzir a jornada semanal e garantir dois dias de descanso, exigindo adaptação gradual das empresas e dos trabalhadores
A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate nacional e levanta dúvidas, especialmente entre quem trabalha oito horas por dia.
A proposta em análise no Congresso Nacional busca mudar a lógica atual da jornada semanal, mantendo salários, mas redistribuindo o tempo de trabalho e ampliando os períodos de descanso.
Hoje, a legislação permite jornadas de até oito horas diárias e 44 horas semanais, o que viabiliza a escala 6×1, comum em setores como comércio, serviços e indústria.
Nesse modelo, o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um, geralmente em sistema de revezamento.
O texto em debate prevê o fim desse formato e estabelece a redução progressiva da carga semanal, com garantia de dois dias de folga.
A ideia é sair das atuais 44 horas para 40 horas semanais e, posteriormente, chegar ao limite de 36 horas, sem redução salarial, respeitando negociações coletivas e um período de transição.
Para quem trabalha oito horas por dia, a mudança tende a ser mais simples na primeira fase. Uma jornada de cinco dias com oito horas diárias resulta em 40 horas semanais, modelo já adotado por muitas empresas administrativas.
Com a redução para 36 horas, porém, será necessária nova reorganização, seja com diminuição da carga diária ou com ajustes nos dias trabalhados.
Na prática, o trabalhador poderá passar a cumprir cerca de sete horas e doze minutos por dia em cinco dias da semana ou manter jornadas de oito horas com um dia adicional de folga periódica, conforme acordos entre empresas e sindicatos.
A proposta não impõe um único formato, mas define limites máximos e o direito a dois dias de descanso semanal.
Especialistas apontam que o fim da escala 6×1 pode trazer ganhos importantes em qualidade de vida, redução do desgaste físico e mental e mais tempo para convivência familiar.
Por outro lado, setores que funcionam de forma contínua deverão rever escalas, contratar pessoal ou redistribuir turnos para manter a operação.
A proposta ainda precisa avançar nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Se aprovada, a mudança não será imediata, mas poderá representar uma das maiores transformações na organização do trabalho no país, afetando diretamente milhões de brasileiros que hoje cumprem jornada de oito horas por dia.
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