Nova CNH? o que significam as categorias A1, B1 e C1 no documento
Novos códigos na CNH geram dúvidas, mas não criam subcategorias nem exigem novos testes para motoristas brasileiros

Desde 2022, a Carteira Nacional de Habilitação passou a circular com um novo padrão visual e mais itens de segurança. Apesar de já estar em vigor há mais de dois anos, o modelo ainda gera confusão entre motoristas. O principal motivo são os códigos como A1, B1 e C1 impressos no documento.
Muita gente acredita que essas siglas representam novas categorias de condutores. Outros pensam que elas indicam tipo de câmbio, potência do veículo ou exigem atualização da habilitação. Nada disso é verdade.
Os códigos fazem parte de um padrão internacional. Eles não mudam regras, não criam subcategorias e não obrigam o motorista a fazer novos exames.
O que são as categorias A1, B1 e C1
As categorias oficiais no Brasil continuam sendo apenas cinco: A, B, C, D e E. Isso não mudou com a nova CNH. A inclusão dos números é apenas uma adaptação ao modelo internacional de identificação.
Segundo especialistas ligados ao Contran, os códigos com números servem exclusivamente para facilitar a fiscalização em outros países. Eles permitem que agentes estrangeiros identifiquem rapidamente para quais veículos o condutor está habilitado.
Na prática, o que vale legalmente no Brasil é a categoria informada no campo “Cat.Hab.”, localizado na primeira dobra da CNH. A tabela inferior apenas repete essa informação em padrão global.
Onde a categoria correta aparece na CNH
A categoria válida do motorista está destacada no lado direito do documento, de forma clara. Já a tabela com silhuetas de veículos indica visualmente as habilitações, acompanhadas do prazo de validade correspondente.
Essa organização facilita a leitura internacional da CNH, sem alterar direitos ou deveres do condutor. Nenhum motorista precisa “atualizar” categoria por causa dos códigos A1, B1 ou C1.
Além disso, a validade do documento segue a regra atual: até 10 anos para condutores com menos de 50 anos, cinco anos entre 50 e 69, e três anos a partir dos 70.
Mais segurança e padrão internacional
A nova CNH também trouxe recursos avançados contra fraudes. O documento conta com tinta fluorescente, elementos visíveis sob luz ultravioleta, holograma e QR Code no verso.
Outro destaque é o código MRZ, semelhante ao dos passaportes, que permite leitura automática em sistemas internacionais. O modelo ainda aceita nome social, filiação afetiva e mantém campos para restrições médicas e atividade remunerada.
Ou seja, a CNH mudou no visual e na tecnologia, mas não nas categorias. Os códigos com números são apenas informativos.
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