Serasa alerta brasileiros que deixam de pagar dívidas mesmo depois de 5 anos

Mesmo após a chamada “caducidade”, dívidas podem continuar sendo cobradas de forma extrajudicial, e a Serasa explica o que realmente muda após o prazo legal

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Serasa alerta brasileiros que deixam de pagar dívidas mesmo depois de 5 anos
(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Ter uma dívida em aberto pode gerar restrições no CPF e dificultar o acesso a crédito, financiamentos e até serviços básicos. Por isso, muitos brasileiros acreditam que basta esperar cinco anos para que o débito “desapareça”.

No entanto, a Serasa esclarece que a realidade não funciona exatamente dessa forma.

De acordo com a empresa de análise de crédito, mesmo após a chamada prescrição da dívida, o consumidor ainda pode enfrentar consequências financeiras.

Por esse motivo, especialistas reforçam a importância de entender o que realmente acontece quando uma dívida completa cinco anos sem pagamento.

O que significa a dívida “caducar” na prática

A legislação brasileira determina que a maioria das dívidas pode ser cobrada judicialmente por até cinco anos, contados a partir da data de vencimento. Após esse período, o credor perde o direito de acionar a Justiça para exigir o pagamento.

No entanto, isso não significa que a dívida deixa de existir. O débito continua registrado internamente pelas empresas credoras, mesmo sem possibilidade de cobrança judicial. Por isso, a dívida não some automaticamente após o prazo.

Além disso, o tempo de prescrição varia conforme o tipo de débito. Dívidas com cartões de crédito, empréstimos, financiamentos e planos de saúde, por exemplo, seguem o prazo de cinco anos.

Já débitos de aluguel e notas promissórias prescrevem em três anos, enquanto seguros e hospedagem prescrevem em apenas um ano.

O que muda no CPF após os cinco anos

Após o fim do prazo de prescrição, as empresas devem retirar a dívida dos cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC.

Dessa forma, o CPF deixa de apresentar aquela restrição específica, o que permite ao consumidor recuperar parte do acesso ao crédito.

Ainda assim, especialistas alertam que o histórico financeiro não se apaga completamente. Bancos e instituições financeiras podem considerar registros internos anteriores na hora de avaliar novos pedidos de crédito.

Além disso, qualquer tentativa de renegociação ou acordo firmado antes do fim do prazo reinicia a contagem dos cinco anos.

Por esse motivo, o consumidor deve analisar com cuidado antes de aceitar propostas sem planejamento.

Serasa recomenda negociar antes da prescrição

Segundo a Serasa, esperar a dívida prescrever nem sempre é a melhor alternativa. Durante o período de inadimplência, o consumidor pode enfrentar bloqueios bancários, dificuldade para abrir contas, contratar serviços e até restrições em compras parceladas.

Por isso, a recomendação é buscar negociação sempre que possível. Programas de renegociação oferecem descontos significativos e condições facilitadas, permitindo que o cidadão regularize a situação sem comprometer o orçamento.

Além disso, quitar ou negociar dívidas melhora o score de crédito ao longo do tempo, aumentando as chances de aprovação em financiamentos futuros.

Por que entender esse processo evita problemas maiores

Compreender como funciona a prescrição das dívidas ajuda o consumidor a tomar decisões mais conscientes. Embora a cobrança judicial tenha prazo, os impactos financeiros podem se estender por muito mais tempo.

Assim, negociar, buscar orientação e planejar o pagamento continuam sendo as estratégias mais seguras para evitar restrições prolongadas e manter a saúde financeira em dia.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.