Com 46 letras, esta é a palavra mais longa do português e poucos sabem que ela existe e o que significa
Termo médico pouco conhecido chama atenção pelo tamanho extremo e revela curiosidades sobre a origem e os limites do português

O português não economiza em complexidade. Entre regras, exceções e pronúncias desafiadoras, a língua guarda curiosidades que passam despercebidas até por falantes nativos. Uma delas é a existência da palavra mais longa do idioma — tão extensa que parece mais uma frase do que um termo único.
Poucos brasileiros sabem que ela existe, menos ainda conseguem pronunciá-la corretamente. E quase ninguém sabe, de fato, o que ela significa.
A palavra mais longa do português
A palavra é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Dependendo do critério de contagem — com ou sem acento gráfico — ela tem entre 44 e 46 letras, o que explica a divergência frequente sobre seu tamanho exato.
A pronúncia exige fôlego e paciência: pneu-mo-ul-tra-mi-cros-co-pi-cos-si-li-co-vul-ca-no-co-ni-ó-ti-co. O termo foi oficializado no português em 2001, ao ser incluído no Dicionário Houaiss, onde permanece até hoje.
Apesar de parecer exagero linguístico, trata-se de uma palavra formal e tecnicamente válida.
O que ela significa e de onde surgiu
O significado é médico. A palavra descreve uma doença pulmonar causada pela inalação de partículas extremamente pequenas de sílica, geralmente associadas a poeiras minerais ou cinzas vulcânicas.
Curiosamente, o termo não nasceu em português. Ele foi criado originalmente em inglês, com exatamente a mesma grafia, como um experimento linguístico. Seu autor foi Everett M. Smith, então presidente da National Puzzlers’ League, associação dedicada a jogos de palavras.
A ideia nunca foi o uso cotidiano, mas sim criar deliberadamente a palavra mais longa possível. Com o tempo, o termo foi “importado” para outros idiomas, incluindo o português.
Outras palavras gigantes da língua portuguesa
Embora nenhuma chegue perto desse tamanho, o português abriga outros exemplos curiosos de palavras longas. Muitas vêm do vocabulário jurídico, médico ou científico, áreas onde a precisão costuma vencer a simplicidade.
Entre elas estão anticonstitucionalissimamente, oftalmotorrinolaringologista e hipopotomonstrosesquipedaliofobia, esta última ironicamente significando o medo de palavras longas. Há ainda termos químicos e anatômicos quase impronunciáveis fora do meio técnico.
Esses exemplos mostram que o tamanho das palavras não é excesso gratuito, mas reflexo da capacidade da língua de condensar ideias complexas em um único termo.
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