Não é inglês, nem espanhol: o melhor idioma para conseguir emprego fora do Brasil

Além do inglês, outra língua se destaca por abrir portas em países com alta demanda por mão de obra e políticas de atração de talentos

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Não é inglês, nem espanhol: o melhor idioma para conseguir emprego fora do Brasil
(Foto: Ilustração/Freepik)

Sair do Brasil para trabalhar fora costuma começar pelo óbvio: inglês. Mas, na prática, quem busca vantagem competitiva percebe rápido que há um idioma “menos disputado” e, ao mesmo tempo, muito valorizado em mercados com falta de profissionais.

Nesse cenário, o alemão aparece como o melhor idioma “fora do eixo inglês-espanhol” para quem quer aumentar as chances de emprego no exterior.

Ele é exigido ou altamente desejável em três países centrais da Europa, sendo eles Alemanha, Áustria e Suíça, e pesa até em regras oficiais de imigração para trabalho.

Além disso, análises de vagas online na Europa mostram que, entre os idiomas mais citados depois do inglês, o alemão está no grupo de maior demanda, ao lado de francês, espanhol e mandarim.

Porque o alemão virou “atalho” para trabalhar fora

O primeiro motivo é simples: o alemão dá acesso a um bloco econômico forte e com empresas que recrutam estrangeiros, principalmente em setores técnicos e de serviços. Esse movimento é reforçado por iniciativas oficiais para atrair mão de obra qualificada.

Outro ponto é que, para muitas áreas, não basta falar inglês para competir com candidatos do mundo inteiro. Ter alemão coloca o brasileiro em um grupo menor — e mais valorizado — em processos seletivos locais.

E há um fator prático: políticas recentes facilitam a chegada de profissionais. A Alemanha, por exemplo, tem caminhos como a Opportunity Card (Chancenkarte), em que a pontuação considera nível de alemão (A2, B1, B2+).

O que as vagas indicam e onde o alemão mais ajuda

Um estudo da OCDE, com base em milhões de vagas online na União Europeia e no Reino Unido, aponta que o inglês é disparado o idioma mais exigido, mas que alemão, francês, espanhol e mandarim aparecem logo depois, citados em uma faixa menor, porém relevante, de anúncios.

Na prática, isso significa que o alemão tende a ser diferencial especialmente para quem mira empregos em países germanófonos ou funções em empresas que atendem clientes e operações nesses mercados.

A vantagem cresce quando o candidato quer atuar em áreas com demanda de mão de obra. Relatórios europeus sobre desequilíbrios do mercado de trabalho mostram que há ocupações em falta em diversos países europeus, o que estimula programas de atração de trabalhadores.

Qual nível mirar e como usar o idioma a favor da contratação

Para emprego, o “além do básico” faz diferença. Em processos seletivos e integração no trabalho, níveis intermediários como B1/B2 costumam ser o ponto de virada para participar de entrevistas, lidar com rotina e documentação.

Outra estratégia é alinhar idioma + profissão. A Alemanha, por exemplo, reúne informações oficiais sobre imigração de trabalhadores qualificados e reconhecimento profissional, o que ajuda a planejar o caminho com mais segurança.

No fim, o alemão não é “mágica”, mas é um dos poucos idiomas que, além de valor no currículo, aparece diretamente conectado a portas oficiais de entrada e permanência para trabalhar.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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