6 comportamentos comuns em pessoas com altas habilidades, segundo especialistas

Muito além do estereótipo: comportamentos podem trazer dificuldades sociais aos que têm a condição

Gabriel Dias -
6 comportamentos comuns em pessoas com altas habilidades
(Imagem: Divulgação / CBS)

Quando o assunto são altas habilidades/pessoas superdotadas, tendemos a ter uma visão muito romantizada e pequena do que realmente é a condição mental: pessoas com boas notas, facilidade de aprendizagem e ideias geniais.

Entretanto, existem diversas outras características que estão presentes nesses indivíduos e muito relacionadas aos hábitos e comportamentos presentes no dia a dia.

É necessário destacar um fato: não são esses comportamentos isolados que dizem se uma pessoa tem ou não altas habilidades; o diagnóstico exige tempo, estudo profissional e uma soma de diversos fatores.

A seguir, listamos os 6 comportamentos mais presentes em pessoas com altas habilidades — que servem, muitas vezes, como critérios de diagnóstico:

1) Hiperfoco em assuntos de interesse

Uma atenção passageira e superficial não é o suficiente para uma pessoa com hiperfoco: é necessário manter uma relação ativa na busca e pesquisa sobre o assunto, para esgotar tudo o que ele pode oferecer. Esse foco pode gerar resultados excepcionais.

2) Sensibilidade a estímulos (sons altos e repetitivos, luz forte, interações sociais)

Barulhos repetitivos, luzes intensas e uma concentração de pessoas podem gerar mais incômodo do que o normal e causar sobrecarga em lugares com hiperestímulos.

3) Curiosidade fora do comum

Um dos primeiros indicativos de que uma pessoa pode ser superdotada aparece logo na infância: a curiosidade fora do comum (que já é alta nessa fase).

A pessoa quer entender o porquê de tudo e as causalidades entre as coisas, buscando detalhes que passam, muitas vezes, despercebidos.

4) Pensamento acelerado (hiperatividade)

Como a mente funciona de maneira rápida, muitas ideias e cenários podem surgir ao mesmo tempo, e isso pode ajudar na criatividade e absorção de uma gama alta de conteúdos, mas também pode causar cansaço pela dificuldade de “desligar”.

5) Perfeccionismo

Mesmo quando faz tudo o que podia fazer, e da melhor maneira que poderia, a pessoa sente que pode fazer melhor, o que pode gerar frustração e resistência a erros, deixando-a muitas vezes estagnada.

6) Preferência por conversas profundas

Conversas superficiais não têm tanta atratividade para essas pessoas, que tendem a gostar de conversas mais complexas e profundas, que exigem um nível de esforço intelectual e vínculo significativo.

As altas habilidades podem ajudar em muitas esferas da vida intelectual, mas também não podem ser somente romantizadas: existem dificuldades e estigmas sociais aos quais esses indivíduos são expostos.

Vale lembrar que não é indicado o autodiagnóstico e, caso você tenha se identificado com muitos pontos listados, vale a busca por um profissional especializado para a obtenção de diagnóstico e orientação profissional.

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Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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