Confúcio: “Apenas os sábios mais excelentes e os tolos mais completos são incompreensíveis”

A frase do pensador chinês atravessa milênios ao refletir sobre extremos, equilíbrio e os limites da compreensão humana

Isabella Victória -
Confúcio: “Apenas os sábios mais excelentes e os tolos mais completos são incompreensíveis”
(Foto: Ilustração/Freepik)

Em meio às tentativas modernas de explicar tudo e todos, uma frase atribuída a Confúcio continua provocando reflexão:

“Apenas os sábios mais excelentes e os tolos mais completos são incompreensíveis”

A sentença sugere que os extremos, para cima ou para baixo, escapam da lógica comum que sustenta a convivência social.

Confúcio viveu há mais de 2.500 anos, na antiga China, em um período marcado por conflitos políticos e instabilidade entre Estados.

Diante desse cenário, dedicou-se a pensar formas de reorganizar a sociedade a partir da ética individual.

Mais do que um filósofo teórico, foi um mestre de conduta, preocupado com as relações humanas, a família e o papel do Estado.

Seus ensinamentos, preservados por discípulos na obra conhecida como Analectos, influenciaram profundamente a cultura oriental e, séculos depois, também o Ocidente.

O enigma dos extremos

Ao afirmar que apenas os sábios mais excelentes e os tolos mais completos são incompreensíveis, Confúcio aponta para um contraste.

A maioria das pessoas vive em um espaço intermediário, com virtudes e falhas equilibradas.

Essa condição torna o comportamento humano, em geral, previsível e compreensível.

O sábio excelente, porém, alcança elevado nível de equilíbrio moral, autocontrole e coerência.

Ele não se deixa guiar por impulsos ou interesses imediatos. Sua constância ética pode soar distante ou difícil de entender para quem vive em meio a contradições.

No extremo oposto está o tolo completo, movido pela falta de discernimento e por paixões desordenadas.

Seus atos podem ser incoerentes ou imprevisíveis. Se o sábio parece incompreensível por sua elevação, o tolo causa estranhamento por sua ausência de reflexão.

O valor do equilíbrio

O confucionismo não é uma religião teísta, mas uma doutrina ética baseada em princípios como:

  • Harmonia social
  • Respeito às hierarquias
  • Piedade filial
  • Autodisciplina
  • Aperfeiçoamento contínuo do caráter

Para Confúcio, a diferença entre o “homem superior” e o “homem comum” não está na origem social, mas na disposição para cultivar virtude e serenidade.

A frase sobre sábios e tolos não exalta extremos.

Pelo contrário, reforça a importância do equilíbrio como base da convivência.

Entre a excelência absoluta e a ignorância total, existe um espaço onde diálogo, compreensão e ordem social se tornam possíveis

Mesmo após milênios, a reflexão permanece atual

Em tempos de polarizações e radicalismos, a ideia de que os extremos tendem à incompreensão convida a repensar atitudes e a buscar maior harmonia nas relações humanas.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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