Nova placa começa a aparecer nas ruas e rodovias e confunde motoristas em todo o país

Placa instalada em diversos trechos sinaliza sistema de leitura automática de veículos e muda a forma tradicional de cobrança nas estradas

Layne Brito -
Nova placa começa a aparecer nas ruas e rodovias
(Foto: Divulgação/EcoNoroeste)

Quem dirige há anos costuma confiar no instinto. Vê uma placa, entende a mensagem e segue o caminho. Mas, nos últimos meses, um novo aviso começou a aparecer em ruas e rodovias e tem provocado a mesma reação em muita gente: dúvida.

Afinal, o que significa aquele símbolo? É fiscalização? É radar? É pedágio? E se não tiver cancela, precisa pagar?

A resposta tem relação com uma mudança que vem se espalhando pelo país: a chegada do pedágio eletrônico sem barreiras, conhecido por muitos motoristas como sistema “free flow”.

A nova placa funciona como um alerta de que, naquele trecho, o veículo pode ser identificado automaticamente, e a cobrança pode ocorrer mesmo sem parada em praça de pedágio.

A sinalização indica que o trecho está sob monitoramento de cobrança automática. Em geral, ela aparece antes do ponto onde câmeras e sensores fazem a leitura da placa do veículo ou identificam a tag eletrônica.

Na prática, o motorista continua trafegando normalmente, mas o sistema registra a passagem e gera a tarifa correspondente.

O problema é que, para quem nunca teve contato com esse tipo de pedágio, a ausência de cabine e cancela cria a impressão de que não existe cobrança. A confusão aumenta quando o condutor acredita que o pagamento virá “depois”, de forma automática, sem precisar tomar nenhuma atitude.

Por que isso tem confundido tantos motoristas

A principal razão é a mudança de lógica. Por décadas, o pedágio foi sinônimo de parar, pagar e seguir. No modelo eletrônico, a experiência é diferente: você passa direto e, ainda assim, precisa garantir que a tarifa será quitada.

Motoristas sem tag, por exemplo, podem precisar pagar por canais digitais, aplicativo ou plataformas específicas, dependendo de como o sistema foi implantado naquele trecho.

Quando essa informação não chega com clareza, o condutor só descobre que havia cobrança depois, e em alguns casos, tarde demais.

A maior preocupação é que a falta de entendimento transforme um erro em dor de cabeça. Passar por um ponto de cobrança sem pagar pode ser enquadrado como evasão de pedágio.

E mesmo que não tenha sido intencional, o registro eletrônico identifica a passagem e pode gerar penalização.

Por isso, ao ver a nova placa, a orientação é simples: entenda que pode haver cobrança e procure saber qual é o procedimento do trecho. Em muitos casos, a tag resolve tudo automaticamente.

Sem ela, é necessário ficar atento às instruções locais para pagamento.

A recomendação para evitar problemas é observar com atenção a sinalização complementar e, se possível, manter uma tag ativa e corretamente vinculada ao veículo.

Se não tiver, o ideal é se informar sobre as formas de pagamento disponíveis no trecho, já que o sistema depende do motorista para concluir o processo.

Enquanto a tecnologia se expande, a tendência é que esse tipo de placa se torne cada vez mais comum. E, com o tempo, o que hoje confunde deve virar hábito. Até lá, a melhor defesa é informação.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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