Adeus, careca: cientistas estão desenvolvendo soro que faz o cabelo crescer em até 20 dias
Estudo publicado em revista científica aponta crescimento capilar acelerado em camundongos, mas ainda depende de testes clínicos em humanos

A promessa de um tratamento capaz de estimular o crescimento capilar em poucas semanas voltou a ganhar destaque. Pesquisadores da Universidade Nacional de Taiwan publicaram um estudo indicando que um composto experimental pode reativar o crescimento de pelos em camundongos em cerca de 20 dias.
Apesar da repercussão, os próprios cientistas ressaltam que os resultados ainda são pré-clínicos. Ou seja, os testes foram realizados apenas em animais, e não há comprovação de eficácia ou segurança em humanos até o momento.
O que o estudo realmente descobriu?
A pesquisa foi publicada na revista científica Cell Metabolism e investigou o papel das células de gordura na regeneração capilar. Os cientistas observaram que a liberação de ácidos graxos por adipócitos pode ativar células-tronco dos folículos pilosos.
Nos experimentos, os camundongos apresentaram crescimento visível de pelos aproximadamente três semanas após a aplicação do estímulo. Esse tempo é considerado rápido dentro do ciclo capilar dos roedores.
É importante destacar que o ciclo de crescimento de pelos em camundongos é biologicamente diferente do ciclo capilar humano. Portanto, o prazo de 20 dias não pode ser automaticamente extrapolado para pessoas.
Existe um “soro milagroso” pronto?
O termo “soro” tem sido utilizado em reportagens para simplificar o achado científico. No entanto, o estudo descreve um mecanismo metabólico envolvendo ácidos graxos e ativação celular — não um produto comercial disponível no mercado.
Um dos autores da pesquisa, o professor Sung-Jan Lin, relatou crescimento de pelos em área onde houve aplicação experimental. Ainda assim, relatos individuais não substituem ensaios clínicos controlados.
Até agora, não há aprovação regulatória nem testes clínicos amplos em humanos. A próxima etapa da pesquisa deverá envolver estudos para avaliar segurança, dosagem e eficácia em pessoas.
Pode ser uma cura para a calvície?
Ainda é cedo para afirmar. O estudo demonstra potencial de regeneração capilar em modelo animal, mas não comprova eficácia contra alopecia androgenética ou calvície avançada em humanos.
Especialistas reforçam que a transição de resultados laboratoriais para tratamentos clínicos pode levar anos. Muitos compostos promissores em animais não apresentam o mesmo desempenho em humanos.
A descoberta reacende a esperança de novas abordagens científicas para tratar a queda de cabelo. No entanto, por enquanto, trata-se de um avanço experimental — e não de uma cura definitiva.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








