Regras dos aeroportos em 2026 para maiores de 65 anos: o que mudou e o que você precisa saber antes de viajar

Atualizações regulatórias prometem reduzir imprevistos durante deslocamentos internacionais longos

Magno Oliver Magno Oliver -
Dicas essenciais para não ter dor de cabeça com a companhia aérea na viagem de Carnaval
(Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Viajar de avião em 2026 tornou-se mais previsível para passageiros com 65 anos ou mais, especialmente em rotas internacionais com destino aos Estados Unidos e à Europa.

A atualização de protocolos de atendimento e acessibilidade reforçou garantias já previstas no Brasil e alinhou procedimentos a padrões adotados por órgãos como a Transportation Security Administration (TSA), a Federal Aviation Administration (FAA) e o Department of Transportation (DOT).

No Brasil, as diretrizes seguem as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que estabelece regras de assistência especial a passageiros com necessidade de atendimento prioritário.

As mudanças vão além da fila preferencial. Em 2026, companhias aéreas e aeroportos reforçaram a obrigação de oferecer embarque antecipado, acompanhamento contínuo e atendimento diferenciado para quem informar necessidade de assistência no momento da reserva ou do check-in.

A política está vinculada às normas de acessibilidade e à padronização internacional de serviços, reduzindo discrepâncias entre aeroportos de origem e destino.

O passageiro não precisa apresentar laudo médico para solicitar apoio de mobilidade básica, embora documentos possam ser exigidos para demandas específicas.

Na triagem de segurança, houve aprimoramento no tratamento de dispositivos médicos. Equipamentos como CPAP, seringas, insulina e medicamentos líquidos passaram a seguir protocolos próprios de inspeção, compatíveis com regras internacionais.

Em muitos casos, líquidos de uso médico não se submetem ao limite padrão de 100 ml, desde que declarados previamente.

Medicamentos refrigerados podem ser transportados em bolsas térmicas consideradas bagagem médica, geralmente não incluídas na franquia comum, prática compatível com diretrizes adotadas pela TSA e reconhecida em rotas reguladas pelo DOT.

A assistência de mobilidade também foi ampliada. Passageiros com dificuldade para percorrer longas distâncias podem solicitar cadeira de rodas e acompanhamento desde o check-in até a porta da aeronave.

Outra atualização relevante é a possibilidade de vincular o bilhete do acompanhante ao do passageiro idoso quando houver registro formal de assistência, permitindo passagem conjunta por áreas controladas e reduzindo o risco de separação em filas.

Em voos internacionais, assentos acessíveis, como lugares no corredor ou com maior espaço para as pernas, devem ser disponibilizados sem custo adicional quando associados à mobilidade reduzida.

Especialistas em turismo e direito do consumidor recomendam que o passageiro registre previamente todas as solicitações no momento da compra ou pelo canal de atendimento da companhia.

Também é indicado portar receitas e relatórios médicos para medicamentos específicos e chegar ao aeroporto com antecedência.

As atualizações de 2026 não criam um novo benefício, mas consolidam e padronizam direitos já existentes, reforçando a proteção ao passageiro sênior e garantindo maior segurança jurídica e operacional em viagens internacionais.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.