Por que a geração Z é a que tem maior qualificação e, mesmo assim, está recebendo pouco
Eles estudaram mais, se prepararam cedo e entraram no mercado cheios de expectativas, mas a realidade tem sido diferente do que imaginavam

A Geração Z é considerada a mais qualificada da história recente. Cresceu conectada, teve mais acesso à informação e chegou ao mercado com graduação, cursos complementares, domínio tecnológico e, muitas vezes, experiência acumulada em estágios e projetos paralelos.
Ainda assim, muitos desses jovens enfrentam salários iniciais abaixo do esperado.
Parte da explicação está no aumento das exigências para vagas de entrada. Hoje, posições consideradas “júnior” pedem conhecimento técnico, domínio de ferramentas e até experiência prévia, mas a remuneração nem sempre acompanha essa elevação de critérios.
O custo de vida sobe, enquanto o salário inicial permanece comprimido.
Outro fator é a concorrência. Como mais pessoas possuem formação superior e cursos extras, o diploma deixou de ser diferencial e virou requisito básico.
Com grande oferta de candidatos qualificados para poucas vagas, o poder de negociação diminui, pressionando os salários para baixo, especialmente no início da carreira.
Além disso, há um descompasso entre formação e demanda do mercado. Algumas áreas concentram excesso de profissionais, enquanto outras, mais técnicas e específicas, enfrentam escassez.
Quando há muitos candidatos para a mesma função, a remuneração tende a ser menor, independentemente do nível de qualificação individual.
Por fim, a valorização financeira costuma estar ligada à experiência comprovada. A geração Z entra em um ciclo em que precisa aceitar salários menores para ganhar vivência e, só depois, buscar melhores oportunidades.
O cenário mostra que qualificação continua essencial, mas, sozinha, não garante remuneração proporcional sem estratégia e posicionamento profissional.
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