Canabidiol para idosos: para que serve e o que a ciência já sabe sobre seus benefícios

Novas pesquisas despertam atenção para alternativa terapêutica em crescimento constante ganhando espaço silencioso entre especialistas

Magno Oliver Magno Oliver -
Canabidiol para idosos: para que serve e o que a ciência já sabe sobre seus benefícios
(Foto: Captura de tela / Youtube)

O uso medicinal do canabidiol, conhecido como CBD, tem avançado no Brasil e ganhado espaço principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Derivado da planta Cannabis sativa, o composto não possui efeito psicoativo e passou a ser autorizado para fins terapêuticos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mediante prescrição médica.

O crescimento da procura acompanha tanto a ampliação das pesquisas científicas quanto a busca por alternativas que ofereçam mais qualidade de vida durante o envelhecimento.

Entre as principais indicações observadas na prática clínica estão dor crônica, distúrbios do sono e quadros de ansiedade, condições frequentes na terceira idade.

Estudos internacionais e revisões publicadas em bases como a Organização Mundial da Saúde apontam que o canabidiol apresenta perfil de segurança considerado favorável quando utilizado sob acompanhamento médico.

Pesquisas também investigam possíveis benefícios auxiliares em sintomas associados a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, especialmente em relação a agitação, qualidade do sono e tremores.

A Dra. Juliana Bogado, especialista em medicina canabinoide, cofundadora da EndoPure Academy e tataraneta do cientista Vital Brazil explica que “Muitos idosos convivem com várias medicações ao mesmo tempo, o que pode gerar efeitos colaterais indesejados. O CBD entra como uma opção coadjuvante, que pode oferecer conforto e qualidade de vida sem sobrecarregar o organismo”.

Especialistas ressaltam, porém, que o uso em idosos exige cautela redobrada. Com o avanço da idade, o metabolismo sofre alterações que impactam a absorção e a eliminação de substâncias pelo organismo.

Por isso, a prescrição deve ser individualizada, iniciando com doses baixas e ajustadas progressivamente. Outro ponto de atenção é a interação com medicamentos já utilizados, já que muitos pacientes dessa faixa etária fazem uso contínuo de múltiplos fármacos.

Embora não seja considerado uma solução isolada para doenças complexas, o canabidiol vem sendo descrito por médicos como um recurso complementar promissor dentro de uma abordagem integrada de cuidado.

À medida que novas evidências científicas são consolidadas e a formação médica sobre o tema avança, o debate tende a se tornar mais técnico e menos ideológico.

“Os resultados que temos observado na prática clínica são muito animadores. O canabidiol não é uma solução mágica, mas é uma ferramenta poderosa quando usada com acompanhamento e propósito”, destaca a Dra. Juliana.

Para a população idosa, o cenário indica uma possibilidade adicional de manejo terapêutico, sempre baseada em orientação profissional e acompanhamento regular.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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