Segundo a psicanálise, pessoas que têm dificuldade em confiar muitas vezes sofreram inseguranças na infância

Dificuldades em confiar nos outros nem sempre nascem no presente e podem estar ligadas a experiências emocionais vividas ainda nos primeiros anos de vida

Layne Brito -
Criança com insegurança
(Foto: Reprodução/Freepik)

Confiar em alguém parece algo natural para algumas pessoas, mas, para outras, esse processo exige esforço, cautela e até sofrimento.

Em muitos casos, a dificuldade não está na falta de vontade de se conectar, mas em marcas emocionais construídas ao longo da vida, especialmente nos primeiros anos de desenvolvimento.

Segundo a psicanálise, a forma como uma pessoa aprende a se relacionar com o afeto, a ausência, o cuidado e a proteção durante a infância pode influenciar diretamente a maneira como ela cria vínculos na fase adulta.

Quando esse início é atravessado por instabilidade, rejeição, insegurança ou medo, a confiança pode deixar de ser vista como algo seguro.

Na prática, isso significa que muitos adultos considerados frios, distantes ou fechados emocionalmente talvez estejam apenas reproduzindo mecanismos de defesa criados ainda na infância. Em vez de entrega, escolhem cautela.

Em vez de abertura, mantêm controle. E, muitas vezes, fazem isso não por desinteresse, mas por receio de sofrer novamente.

Esse tipo de comportamento pode aparecer em relações amorosas, amizades e até no ambiente de trabalho.

A necessidade de testar o outro o tempo todo, o medo de se decepcionar e a dificuldade em acreditar na sinceridade alheia podem ser sinais de feridas emocionais antigas que seguem influenciando escolhas e reações.

A psicanálise entende que essas inseguranças não surgem por acaso.

Elas costumam estar ligadas a experiências precoces que deixaram sensação de abandono, imprevisibilidade ou falta de acolhimento.

Por isso, olhar para a própria história pode ser um passo importante para compreender por que confiar, para algumas pessoas, ainda parece um risco alto demais.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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