Justiça condena banco por cobrar juros abusivos em financiamento de veículo em Goiânia
Magistrado determinou restituição de valores após perícia identificar encargos inseridos sem autorização do cliente

Um consumidor de Goiânia conseguiu na Justiça o direito de receber de volta valores pagos indevidamente ao Banco Bradesco durante o financiamento de um veículo.
A decisão, proferida pela 3ª Unidade de Processamento Judicial (UPJ) das Varas Cíveis de Goiânia, identificou que a instituição financeira aplicou taxas de juros muito acima da média de mercado praticada na época da contratação.
O caso começou em novembro de 2019, quando o cliente financiou R$ 35 mil para comprar um carro usado, divididos em 48 parcelas.
Após quitar o contrato em janeiro deste ano, ele decidiu analisar os números detalhadamente e percebeu que a conta não fechava.
Enquanto o Banco Central indicava juros entre 2,0% e 2,5% para o período, o banco estava cobrando cerca de 3,2% ao mês.
Essa diferença “silenciosa” fez com que o cliente pagasse quase R$ 5 mil a mais do que o esperado.
Além dos juros altos, a Justiça entendeu que o banco inseriu cobranças sem transparência, como um seguro de proteção financeira de R$ 1.200 e outras tarifas administrativas que somavam mais de mil reais, tudo sem que o cliente permitisse de forma clara.
O juiz responsável pela sentença destacou que o banco falhou ao não informar o Custo Efetivo Total (CET) da operação, o que é um direito básico de quem contrata um empréstimo.
Agora, o Bradesco terá que devolver o que foi cobrado a mais, em valor a ser calculado na fase final do processo.
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