Justiça condena banco por cobrar juros abusivos em financiamento de veículo em Goiânia

Magistrado determinou restituição de valores após perícia identificar encargos inseridos sem autorização do cliente

Pedro Pedro Ribeiro -
Bradesco banco idoso
Fachada de unidade do Banco Bradesco. (Foto: Divulgação)

Um consumidor de Goiânia conseguiu na Justiça o direito de receber de volta valores pagos indevidamente ao Banco Bradesco durante o financiamento de um veículo.

A decisão, proferida pela 3ª Unidade de Processamento Judicial (UPJ) das Varas Cíveis de Goiânia, identificou que a instituição financeira aplicou taxas de juros muito acima da média de mercado praticada na época da contratação.

O caso começou em novembro de 2019, quando o cliente financiou R$ 35 mil para comprar um carro usado, divididos em 48 parcelas.

Após quitar o contrato em janeiro deste ano, ele decidiu analisar os números detalhadamente e percebeu que a conta não fechava.

Enquanto o Banco Central indicava juros entre 2,0% e 2,5% para o período, o banco estava cobrando cerca de 3,2% ao mês.

Essa diferença “silenciosa” fez com que o cliente pagasse quase R$ 5 mil a mais do que o esperado.

Além dos juros altos, a Justiça entendeu que o banco inseriu cobranças sem transparência, como um seguro de proteção financeira de R$ 1.200 e outras tarifas administrativas que somavam mais de mil reais, tudo sem que o cliente permitisse de forma clara.

O juiz responsável pela sentença destacou que o banco falhou ao não informar o Custo Efetivo Total (CET) da operação, o que é um direito básico de quem contrata um empréstimo.

Agora, o Bradesco terá que devolver o que foi cobrado a mais, em valor a ser calculado na fase final do processo.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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