Em quais cidades do Brasil os supermercados já estão fechando aos domingos e quais as próximas que estão no radar

Mudanças no funcionamento dos supermercados começa a ganhar força e pode alterar hábitos de milhões de brasileiros nos próximos meses

Gustavo de Souza -
Em quais cidades do Brasil os supermercados já estão fechando aos domingos e quais as próximas que estão no radar
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Ir ao supermercado no domingo pode deixar de ser uma opção comum em algumas regiões do país. O debate cresceu em 2026, ganhou força nas negociações coletivas e já produz efeitos práticos em parte do varejo alimentar.

O caso mais concreto, até agora, passa pelo Espírito Santo. A Fecomércio-ES confirma a vigência da Convenção Coletiva de Trabalho 2025–2027 para o comércio no estado, mas os documentos oficiais abertos indicam que o tema dos domingos não aparece como um fechamento geral e uniforme em todo o território estadual.

O que existe, segundo a própria página de convenções, é uma combinação de regras coletivas e instrumentos por base territorial, com acordos específicos em algumas localidades.

Entre os estados que acompanham o tema mais de perto, Goiás é hoje o principal foco. O SECEG informou que a convenção coletiva de supermercados, hipermercados e atacarejos pode decidir pelo fechamento aos domingos, mas o cenário ainda depende de votação e negociação entre os representantes patronais e laborais.

Na Bahia, o quadro é diferente. A convenção coletiva dos comerciários de Salvador disponível pela Fecomércio-BA mantém previsão de trabalho aos domingos, com compensações definidas em norma coletiva, o que mostra que a capital ainda está em outro estágio do debate.

No geral, essa questão ainda é mais local do que nacional. Os registros oficiais disponíveis apontam restrições e negociações pulverizadas, e não uma regra consolidada em diversas capitais ou estados ao mesmo tempo.

No pano de fundo, a discussão esbarra na própria legislação federal. A Lei 10.101 autoriza o trabalho aos domingos no comércio em geral, observada a legislação municipal, o que ajuda a explicar por que a disputa avança, sobretudo, por convenções e acordos locais.

O consumidor já vê o debate sair do papel, mas ainda sem um novo padrão vigente no país inteiro, enquanto trabalhadores e empresários seguem disputando o formato dessa mudança, que pode variar conforme a convenção assinada em cada base sindical.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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