Justiça solta suspeitos de dopar e estuprar adolescentes achadas nuas em casa invadida em Anápolis
Investigação policial continua tentando entender as contradições entre os relatos dos jovens e das vítimas

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) resolveu soltar os dois suspeitos de dopar e estuprar três adolescentes encontradas nuas em uma casa invadida em Anápolis.
A decisão aconteceu em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (05), três dias depois das vítimas serem achadas na residência localizada no Jardim Primavera 1ª Etapa.
Para a Justiça, não foi possível comprovar, no exame de corpo de delito, se as adolescentes foram dopadas ou sofreram abuso sexual.
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O caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A titular da especializada, Aline Lopes, compartilhou que algumas pessoas serão chamadas novamente para depor.
“Vamos ouvir familiares e tentar sanar as contradições que surgiram, já que os investigados negam a prática do crime e o laudo não foi conclusivo a respeito da certeza da violência sofrida por essas menores”, disse à TV Anhanguera.
Entre as contradições, estão os relatos das vítimas e dos suspeitos. Um deles, inclusive, é irmão mais velho de duas das adolescentes, que têm entre 13 e 15 anos.
Além dele, o padrasto delas também deve ser ouvido pela Polícia Civil (PC), por conta de relatos de supostos abusos anteriores.
Em tempo
A Polícia Militar (PM) foi acionada no último sábado (02) após o proprietário da casa chegar ao local e se deparar com sinais de invasão. Dentro, ele teria encontrado as adolescentes confusas e sem roupas.
Os dois jovens também estavam lá. Ao serem flagrados, eles teriam tentado fugir, mas sem sucesso. Medicamentos de uso controlado e colchões também foram achados no interior da casa.
Questionadas, duas das vítimas disseram ter sido coagidas pelo irmão a tomar os remédios. A terceira relatou estar em situação de vulnerabilidade social, detalhando estar sem comer há mais de 24 horas.
O Conselho Tutelar foi chamado e segue acompanhando o caso junto às demais autoridades competentes.
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