Lei do Superendividamento: o segredo dos advogados para renegociar dívidas com parcelas baixas

Nova lei permite reorganizar todas as dívidas de uma vez e garante parcelas que cabem no bolso

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Brasileiros com contas atrasadas podem trancar as dívidas por 6 meses para ter respiro financeiro
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Quando as contas começam a se acumular e o salário já não dá conta, muita gente entra em um ciclo difícil de sair. Parcelas altas, juros crescentes e ligações constantes de cobrança passam a fazer parte da rotina.

No entanto, o que muitos brasileiros ainda não sabem é que existe uma lei que pode mudar completamente esse cenário — e, além disso, com respaldo jurídico.

A chamada Lei do Superendividamento vem sendo usada por advogados como uma estratégia eficiente para renegociar dívidas com parcelas menores e mais justas.

O que é a Lei do Superendividamento

A Lei nº 14.181/2021 foi criada para proteger consumidores que não conseguem mais pagar suas dívidas sem comprometer o básico para viver.

Na prática, o superendividamento acontece quando a pessoa não consegue quitar suas obrigações sem prejudicar despesas essenciais, como alimentação, moradia e saúde.

Ou seja, não se trata apenas de estar devendo, mas sim de uma situação em que o orçamento já não sustenta mais as cobranças.

O “segredo” para reduzir parcelas

O principal diferencial da lei está na possibilidade de renegociar todas as dívidas ao mesmo tempo.

Nesse processo, o consumidor apresenta sua situação financeira completa, e os credores participam de uma negociação conjunta.

Além disso, a lei permite criar um plano de pagamento com prazo maior e parcelas ajustadas à renda do devedor.

Na prática, isso significa que:

  • As parcelas podem cair significativamente
  • Os juros podem ser reduzidos
  • O prazo pode chegar a até 5 anos para quitação
  • Limite que protege o consumidor

Outro ponto importante envolve a renda mensal.

A legislação estabelece que o pagamento das dívidas não pode comprometer o chamado “mínimo existencial”, ou seja, o valor necessário para viver com dignidade.

Em muitos casos, decisões judiciais limitam o desconto das dívidas a cerca de 30% da renda do consumidor.

Assim, o devedor consegue pagar o que deve sem perder o básico.

Como funciona a renegociação na prática

O processo pode acontecer de duas formas.

Primeiramente, o consumidor pode tentar um acordo direto, por meio de órgãos como Procon ou plataformas oficiais.

Por outro lado, também é possível entrar na Justiça para solicitar a renegociação.

Nesse caso:

  • Todos os credores são chamados para uma audiência
  • Um plano de pagamento é apresentado
  • O juiz pode homologar o acordo

Se não houver consenso, a Justiça pode impor uma solução equilibrada.

Quais dívidas entram na lei

A lei permite renegociar diversos tipos de dívidas de consumo.

Entre elas:

  • Cartão de crédito
  • Empréstimos bancários
  • Contas de água, luz e telefone
  • Financiamentos

Essas renegociações podem ocorrer inclusive de forma coletiva, reunindo todos os débitos em um único plano.

Quem pode usar esse direito

A Lei do Superendividamento vale apenas para pessoas físicas.

Além disso, o consumidor precisa agir de boa-fé, ou seja, demonstrar que quer pagar, mas não consegue nas condições atuais.

Empresas e pessoas que contraíram dívidas de forma intencional, sem intenção de pagamento, não entram nesse benefício.

Por que a lei tem ganhado destaque

Nos últimos anos, o número de brasileiros endividados cresceu de forma significativa.

Por isso, a lei passou a ser vista como uma alternativa real para reorganizar a vida financeira.

Além disso, advogados têm utilizado esse mecanismo para garantir acordos mais equilibrados, com parcelas que realmente cabem no bolso.

Uma nova chance para recomeçar

No fim das contas, a Lei do Superendividamento não apaga dívidas, mas cria um caminho mais justo para quitá-las.

Assim, o consumidor ganha fôlego para reorganizar sua vida financeira sem abrir mão do essencial.

E, justamente por isso, entender esse direito pode ser o primeiro passo para sair do vermelho.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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