Fim de uma era: fábrica icônica de eletrodomésticos fecha as portas para sempre
Produtora de eletrodomésticos encerra produção de geladeiras em Rosário e amplia alerta sobre crise no setor industrial argentino

A indústria de eletrodomésticos da Argentina atravessa mais um capítulo difícil, marcado por queda no consumo, aumento de custos e avanço dos produtos importados.
Em meio a esse cenário, uma decisão envolvendo uma das marcas mais conhecidas do setor reacendeu o alerta entre trabalhadores e empresários.
A mudança atinge uma unidade histórica instalada em Rosário, cidade com forte tradição industrial.
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Durante décadas, o local foi associado à produção de itens da chamada linha branca, especialmente refrigeradores.
A Electrolux decidiu encerrar a fabricação de geladeiras na planta operada pela Frimetal, após cerca de 45 anos de atividade nesse segmento.
A empresa justificou a medida com base em uma mudança de estratégia regional e na perda de competitividade da produção local.
Segundo informações publicadas pela imprensa argentina, a companhia avalia que fabricar refrigeradores no país deixou de ser viável diante da combinação entre demanda enfraquecida, custos elevados e maior pressão das importações.
Apesar do fim da linha de geladeiras, a operação não deve desaparecer completamente. A planta deve continuar com atividades reduzidas, voltadas a outros produtos e a um quadro menor de funcionários.
O impacto mais imediato, porém, recai sobre os trabalhadores. A empresa iniciou negociações com representantes sindicais para tratar de desligamentos, aposentadorias voluntárias e indenizações, em um processo que preocupa famílias ligadas ao polo metalúrgico de Rosário.
A situação também reflete uma crise mais ampla no setor de eletrodomésticos argentino.
Fabricantes locais enfrentam queda na produção, capacidade ociosa e dificuldade para competir com produtos importados, que chegam ao mercado com custos considerados mais atrativos.
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