Avião capaz de viajar de São Paulo a Paris em apenas 2 horas é testado por companhia aérea
Teste feito no Japão simulou voo a Mach 5 e mostrou os desafios para levar aviões hipersônicos ao transporte civil

Viajar de um continente a outro em poucas horas ainda parece algo distante da realidade dos passageiros. No entanto, testes recentes conduzidos no Japão mostram que a aviação hipersônica voltou a ganhar força nos laboratórios.
A JAXA, agência espacial japonesa, realizou um ensaio em solo com um avião hipersônico equipado com motor ramjet movido a hidrogênio. O teste simulou condições de voo a Mach 5, velocidade equivalente a cinco vezes a do som.
Na prática, esse tipo de tecnologia poderia, no futuro, reduzir trajetos longos, como São Paulo a Paris, para cerca de 2 horas.
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Teste foi feito em solo
Apesar do avanço, ainda não existe um avião hipersônico japonês transportando passageiros. O ensaio ocorreu em uma estrutura de testes da JAXA, no centro Kakuda, e avaliou combustão em alta velocidade, resistência ao calor e controle aerodinâmico.
Durante a simulação, a parte externa do veículo chegou a aproximadamente 1.000 °C. Já a proteção térmica manteve o interior próximo de 60 °C, condição considerada compatível com o funcionamento de componentes eletrônicos.
Como funciona o motor ramjet
O motor ramjet funciona de forma diferente dos motores usados em aviões comerciais. Ele não utiliza compressor mecânico e depende da própria velocidade do veículo para comprimir o ar antes da combustão.
Esse modelo tem potencial para operar em velocidades extremas, mas exige integração precisa entre motor, fuselagem e sistema de controle.
No teste japonês, pesquisadores também analisaram como o formato da aeronave pode ajudar a comprimir o ar antes da entrada no motor.
Por que ainda está longe dos passageiros
Embora o resultado represente uma etapa importante, a tecnologia ainda precisa superar obstáculos técnicos e regulatórios antes de chegar ao transporte civil.
Entre os desafios estão manter o motor funcionando por mais tempo, integrar decolagem e pouso, garantir segurança térmica e criar regras para voos comerciais em velocidades hipersônicas.
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