Advogada explica: como vão funcionar as duas folgas às quais trabalhadoras terão direito com o fim da escala 6×1

Mudança prevê escala 5x2 e redução gradual da jornada semanal

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Justiça decide que empresa que exige trabalho por 7 dias seguidos pode ter que pagar folga em dobro ao trabalhador.
(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A proposta que acaba com a escala 6×1 tem gerado muitas dúvidas entre os trabalhadores, principalmente sobre como vão funcionar as duas folgas por semana.

Hoje, muitos funcionários trabalham 44 horas semanais em 6 dias. Com a mudança prevista na PEC, a escala 6×1 daria lugar ao modelo 5×2, com 5 dias de trabalho e 2 dias de descanso.

A advogada Rochele Fagan explicou as informações no Instagram, pelo perfil @rochelefagan.adv.

Como vão funcionar as duas folgas com o fim da escala 6×1

Segundo a advogada, os dois dias de folga por semana não precisam cair, obrigatoriamente, no sábado e no domingo.

Na prática, a empresa poderá organizar o rodízio conforme a operação do negócio. A preferência deve ficar para os domingos, mas isso não significa que todo trabalhador folgará em todos os fins de semana.

Ou seja: o funcionário terá direito a dois dias de descanso na semana, mas a escala poderá variar conforme a necessidade da empresa.

Jornada vai mudar em etapas

Rochele Fagan também explicou que a redução da jornada deve acontecer por etapas.

Atualmente, a jornada semanal é de 44 horas. Após 60 dias da promulgação da PEC, ela cairia para 42 horas semanais.

Com o trabalho em 5 dias por semana, isso representa uma jornada diária de 8h24.

Depois de 1 ano, a jornada cairia para 40 horas semanais. Nesse caso, o trabalhador voltaria a cumprir 8 horas por dia, considerando os 5 dias de trabalho.

Intervalo de almoço entra na conta?

A advogada ainda destacou um ponto importante: o intervalo de almoço de 1 hora não entra nessa conta da jornada.

Isso significa que, em uma jornada de 8 horas, por exemplo, o trabalhador cumpre as 8 horas de serviço e ainda faz a pausa para alimentação.

Portanto, a rotina diária considera o tempo efetivamente trabalhado, além do intervalo previsto durante o expediente.

Mudança ainda depende de aprovação final

Apesar do avanço da proposta, a mudança ainda precisa concluir a tramitação antes de começar a valer.

Por isso, os trabalhadores devem acompanhar os próximos passos da PEC e ficar atentos às regras finais, já que os detalhes podem depender da aprovação definitiva do texto.

 

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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