Como ficaria a escala de trabalho em supermercados como Assaí, Atacadão, Extra e Carrefour com o fim da jornada 6×1?

Mudança pode garantir duas folgas semanais aos trabalhadores, mas grandes redes terão de reorganizar equipes para manter as lojas abertas todos os dias

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
Como ficaria a escala de trabalho em supermercados como Assaí, Atacadão, Extra e Carrefour com o fim da jornada 6×1?
Assaí, em Anápolis. (Foto: Lara Duarte/Portal 6)

Quem trabalha ou faz compras em supermercados provavelmente já se perguntou como funcionaria o setor caso o fim da escala 6×1 realmente entre em vigor.

A dúvida faz sentido. Afinal, redes como Assaí, Atacadão, Carrefour, Extra e outras grandes varejistas operam praticamente todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados.

Por isso, muitas pessoas acreditam que essas empresas teriam de reduzir horários ou até fechar as portas em alguns dias. No entanto, especialistas apontam que o cenário mais provável seria outro.

Supermercados não precisariam fechar

Mesmo com o fim da escala 6×1, supermercados continuariam podendo funcionar normalmente.

A principal mudança ocorreria na organização das equipes.

Em vez de trabalhar seis dias seguidos para ter apenas um dia de descanso, os funcionários passariam a contar com duas folgas semanais, conforme a proposta em discussão no Congresso Nacional.

Dessa forma, as empresas precisariam criar escalas de revezamento para garantir cobertura em todos os horários de funcionamento.

Como funcionaria na prática?

O modelo mais provável seria semelhante ao adotado em setores que já operam diariamente, como hospitais, hotéis, aeroportos e parte da indústria.

Nesse cenário, os trabalhadores atuariam cinco dias por semana e descansariam dois dias, mas nem todos folgariam ao mesmo tempo.

Por exemplo, enquanto um grupo descansa na segunda e terça-feira, outro poderia folgar na quarta e quinta. Além disso, parte dos funcionários continuaria trabalhando aos domingos mediante escalas de revezamento.

Assim, as lojas permaneceriam abertas sem interrupções.

Empresas podem precisar contratar mais funcionários

Um dos principais desafios para o setor seria manter o mesmo nível de atendimento com menos horas trabalhadas por empregado.

Por isso, especialistas avaliam que algumas redes poderiam ampliar contratações para preencher os horários vagos.

Além disso, empresas poderiam investir em jornadas parciais, banco de horas e escalas diferenciadas para atender os períodos de maior movimento.

Esse ponto, inclusive, aparece entre os principais argumentos de representantes do varejo que demonstram preocupação com os custos da mudança.

O que prevê a proposta?

O texto debatido no Congresso prevê duas folgas semanais para os trabalhadores e uma redução gradual da jornada.

Inicialmente, a carga horária passaria de 44 para 42 horas semanais. Depois de um período de transição, chegaria a 40 horas por semana.

Além disso, as duas folgas passariam a valer logo no início da implementação das novas regras.

No entanto, a proposta ainda precisa concluir sua tramitação legislativa antes de entrar em vigor.

Consumidor deve perceber poucas mudanças

Para quem frequenta supermercados, a tendência é que o impacto seja pequeno.

Especialistas acreditam que as grandes redes buscarão manter o funcionamento normal das lojas para evitar perda de clientes e faturamento.

Por isso, a mudança deverá acontecer principalmente nos bastidores, com ajustes nas escalas de trabalho e na gestão das equipes.

Caso o fim da escala 6×1 seja confirmado, a rotina dos trabalhadores do setor poderá mudar significativamente. Já para os consumidores, a experiência de compra tende a permanecer praticamente a mesma.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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