Fim da escala 6×1: folga de dois dias pode exigir 24 minutos a mais de trabalho por dia

Proposta em discussão no Congresso prevê duas folgas semanais já no início da transição, mas trabalhadores poderão cumprir jornada diária um pouco maior durante o primeiro ano

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Funcionário cumpria exatamente o horário de trabalho, mas passou a ser criticado por não “vestir a camisa” da empresa
(Foto: Reprodução)

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 ganhou novos detalhes e reacendeu o debate sobre a jornada de trabalho no Brasil.

Segundo informações divulgadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), os trabalhadores poderão passar a ter dois dias de folga por semana apenas 60 dias após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras atuais.

No entanto, a mudança viria acompanhada de uma regra de transição que exigiria alguns minutos extras de trabalho por dia durante o primeiro ano de adaptação.

Como funcionaria a transição?

De acordo com Hugo Motta, a proposta prevê a redução gradual da jornada semanal.

Hoje, a carga horária máxima é de 44 horas por semana. Com a nova regra, ela cairia para 40 horas semanais. Entretanto, essa mudança não aconteceria de forma imediata.

Durante um período de transição de um ano, a jornada passaria para 42 horas semanais. Por isso, os trabalhadores precisariam cumprir aproximadamente 24 minutos adicionais por dia para alcançar essa carga horária intermediária.

Após o término da transição, a jornada definitiva de 40 horas passaria a valer.

Duas folgas semanais seriam imediatas

Apesar da redução gradual da carga horária, a proposta estabelece que as duas folgas semanais passariam a valer rapidamente.

Segundo o presidente da Câmara, o novo modelo entraria em vigor cerca de 60 dias após a promulgação da PEC.

Dessa forma, os trabalhadores deixariam de cumprir a tradicional escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso.

Além disso, a mudança atenderia uma reivindicação antiga de sindicatos e movimentos que defendem mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Horas adicionais poderão ser remuneradas

Outro ponto destacado durante as negociações envolve a remuneração das horas trabalhadas durante o período de transição.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as duas horas semanais excedentes previstas nesse primeiro ano deverão ser pagas aos trabalhadores.

Segundo ele, a proposta representa um avanço nas discussões sobre a redução da jornada de trabalho no país.

Enquanto isso, representantes do setor empresarial continuam acompanhando os debates e defendendo prazos maiores para adaptação.

Proposta ainda precisa concluir tramitação

Apesar do acordo anunciado, a PEC ainda não entrou em vigor.

O texto precisa passar pelas etapas finais de tramitação no Congresso Nacional antes de seguir para promulgação.

Primeiramente, a proposta deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados. Depois, seguirá para análise do Senado Federal.

Somente após a conclusão desse processo as novas regras poderão começar a valer oficialmente.

Por isso, especialistas recomendam que trabalhadores e empregadores acompanhem os próximos passos da discussão para entender como as mudanças poderão afetar a rotina profissional nos próximos anos.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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