Polícia Civil conclui que homem preso por auxiliar fuga de agiota que matou empresário agiu sob ameaça e pede soltura

Novas provas levaram os investigadores a concluir que o investigado não participou da execução nem do apoio à fuga dos autores do crime

Pedro Pedro Ribeiro -
Polícia Civil conclui que homem preso por auxiliar fuga de agiota que matou empresário agiu sob ameaça e pede soltura
Delegado responsável pelo inquérito concluiu que o investigado foi coagido por um dos principais alvos da investigação. (Foto: Reprodução)

A investigação sobre o assassinato do empresário Glauber Millen Martins da Paixão teve uma reviravolta nesta quarta-feira (24).

A Polícia Civil (PC) representou à Justiça pela soltura de Vitor Amorim Soares, preso inicialmente por suspeita de auxiliar na fuga dos autores do crime, após concluir que ele não participou do homicídio nem do favorecimento dos investigados.

O pedido foi encaminhado pelo delegado Cleiton Lobo, responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), após o avanço das investigações, que incluíram oitivas, diligências e análise de imagens de câmeras de segurança.

Segundo documentos obtidos pelo Portal 6, a PC não encontrou elementos que indiquem a presença de Vitor no local do assassinato ou qualquer conversa anterior que demonstre participação no planejamento do crime.

As imagens analisadas pelos investigadores mostram Vitor, vestido com uma camiseta preta, no interior da empresa onde trabalha no momento em que, conforme a investigação, teria sido abordado por Antônio Tavares da Silva, apontado como um dos investigados pelo homicídio.

De acordo com a representação encaminhada ao Poder Judiciário, a PC concluiu que Vitor teria sido vítima de coação praticada por Antônio.

O investigado teria ido armado até a empresa, exigido dinheiro referente a uma dívida e, horas depois, retornado para obrigá-lo a levá-lo, juntamente com o irmão Thiago Tavares da Silva, até Pirenópolis.

A conclusão dos investigadores coincide com a versão apresentada pela defesa de Vitor.

Em petição protocolada no GIH, os advogados sustentam que as imagens do sistema de monitoramento registraram Antônio armado ameaçando o empresário e o forçando a conduzir os irmãos até Pirenópolis, sem que ele tivesse conhecimento de que o homicídio já havia sido praticado.

O delegado informou ainda que as investigações prosseguem para reunir novas provas sobre a atuação de Antônio e Thiago Tavares da Silva, apontados como principais suspeitos pela execução do empresário.

Por isso, além do pedido de liberdade provisória para Vitor, a PC solicitou prazo adicional para concluir o inquérito.

Relembre o caso

Glauber Millen Martins da Paixão, proprietário de uma ferragista em Anápolis, foi morto a tiros na última sexta-feira (19), enquanto seguia para registrar uma ocorrência policial.

Horas antes, ele havia procurado a Polícia Militar (PM) após ter o carro destruído durante uma discussão relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil.

Desde então, a principal linha investigativa aponta que o homicídio foi motivado pelo desentendimento ocorrido naquele mesmo dia.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias