Idosa pede ajuda após receber dívida de mais de R$ 32 mil por água que diz não usar em Anápolis
Aposentada afirma que hidrômetro foi retirado há anos e que família tenta resolver situação sem sucesso

Aos 65 anos e morando há mais de 30 anos no Recanto do Sol, em Anápolis, Maria de Lourdes Soares da Costa vive momentos de apreensão após ser cobrada por uma dívida de mais de R$ 32 mil junto à Saneago.
A situação ganhou repercussão depois que a neta dela, Sara Campos, decidiu gravar um vídeo, junto com a avó, pedindo ajuda. Segundo a família, a aposentada não sabe mais a quem recorrer diante do valor considerado impagável.
Maria de Lourdes afirma que o hidrômetro da residência foi retirado em 2007 e que, desde então, a casa não utiliza o serviço da companhia. Mesmo assim, as cobranças teriam continuado e a dívida teria aumentado ao longo dos anos.
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Atualmente, o débito está em R$ 32.486,85. A família contesta o valor e afirma que a idosa utiliza água de uma cisterna existente no imóvel.

(Foto: Arquivo Pessoal)
“Minha avó comprou a casa já com a cisterna. Porém, em 2007, arrancaram o hidrômetro e minha avó não quis religar também, pois já estávamos usando a cisterna por causa da falta de água e da cobrança alta”, contou Sara, em entrevista ao Portal 6.
Em 2024, a idosa chegou até mesmo a receber uma notificação extrajudicial, o que aumentou ainda mais a tensão.
Ainda conforme a neta, a família procurou o Procon recentemente para tentar resolver a situação, mas foi informada de que Maria de Lourdes teria que arcar com os custos. Sara também relatou que recebeu a informação de que a avó poderá ser cobrada em breve em R$ 300 pelo uso da cisterna.
“Fomos ao Procon e eles falaram que não tinha o que fazer e que ela tinha que pagar. Falaram também que, em breve, ela vai ter que pagar mais R$ 300 da cisterna e, se não quiser fechar por conta própria, vai ser obrigada a fechar a cisterna”, afirmou.
A neta relata que a família tentou resolver o caso de diferentes formas, mas não conseguiu apoio. Agora, os parentes dizem estar preocupados, já que Maria de Lourdes vive apenas com a aposentadoria e ainda precisa arcar com outras despesas.
“É complicado, porque a gente tentou conversar, tentou resolver da melhor forma. Parece que ninguém fez questão de ajudar. Agora que ela recebeu o dinheirinho dela para descansar e ficar tranquila, é obrigada a pagar uma conta de água que nem utilizou. Tem boleto de mais de R$ 400. Eu fico pensando: de onde tiraram esse valor, sendo que ela nem usa água?”, desabafou Sara.
Diante da situação, a família pede ajuda para conseguir ao menos minimizar o valor da conta.
O Portal 6 entrou em contato com a Saneago para solicitar um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Com a palavra, Saneago
A Saneago informa que está sendo cobrado da cliente o custo mínimo por ter fonte alternativa (cisterna) e o estimado no valor do esgoto. Vale destacar que, conforme prevê a Lei Federal 11.445/2007 (Lei do Saneamento Básico), a cobrança do esgoto ocorre independentemente do imóvel estar ligado ou não há rede de esgoto, por ser questão de saúde pública.
A Companhia explica ainda que em 29/05/2025 foi explicado à cliente sobre a cobrança do esgoto. Já em 3/6/2025, a cliente procurou unidade de atendimento da Saneago e refaturou 17 talões de água que estavam em atraso, mas não cumpriu com os pagamentos. Com isso, para renegociar e quitar seus débitos, a cliente precisa comparecer, novamente, a uma unidade de atendimento da Saneago.
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