Adeus, tijolo e cimento: a alternativa mais barata e rápida que está terminando obras em menos tempo vira tendência nas construções do Brasil
Sistema construtivo com blocos e painéis de EPS ganha espaço por acelerar obras, reduzir desperdícios e melhorar o conforto térmico das edificações

O setor da construção civil passa por uma transformação impulsionada pela busca por métodos mais rápidos, econômicos e sustentáveis.
Enquanto o modelo tradicional baseado em tijolos e argamassa continua predominante, novas tecnologias vêm conquistando espaço em diferentes tipos de obras pelo país.
Entre essas alternativas, o EPS — conhecido popularmente como isopor — deixou de ser visto apenas como um material para embalagens e passou a integrar sistemas construtivos modernos.
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Atualmente, construtoras utilizam blocos e painéis de EPS em residências, edifícios comerciais e empreendimentos que priorizam eficiência energética e redução de resíduos.
O que é o EPS na construção civil
O EPS, sigla para Poliestireno Expandido, é formado por pequenas células fechadas que aprisionam ar em seu interior.
Na construção civil, ele aparece em blocos ou painéis estruturados que compõem um sistema construtivo e recebem revestimentos específicos para garantir resistência e acabamento.
Ao contrário do isopor utilizado em embalagens, o material empregado nas obras passa por processos próprios para aplicações na engenharia. Por isso, especialistas destacam que o desempenho do sistema depende da instalação correta e do cumprimento das normas técnicas.
Por que o material ganha espaço nas obras
Um dos principais diferenciais do EPS é a leveza. Como consequência, trabalhadores transportam e instalam os painéis com mais facilidade, reduzindo o tempo de execução da obra.
Além disso, o material oferece diversas vantagens:
- proporciona excelente isolamento térmico;
- ajuda a reduzir ruídos externos;
- apresenta baixa absorção de umidade;
- diminui a geração de entulho;
- facilita o transporte e o armazenamento no canteiro de obras.
Graças às células fechadas que retêm ar, o sistema reduz a troca de calor entre os ambientes. Dessa forma, os imóveis permanecem mais frescos durante o verão e mais confortáveis no inverno, o que também pode diminuir o consumo de energia com climatização.
Tecnologia alia rapidez e sustentabilidade
Outro fator que impulsiona o uso do EPS é a sustentabilidade. Como o sistema utiliza componentes pré-fabricados, a construção gera menos desperdício de materiais e exige menos cortes durante a execução.
Além disso, a rapidez na montagem torna essa solução atrativa para obras com prazos reduzidos. Em muitos casos, o sistema permite concluir etapas da construção em menos tempo do que os métodos convencionais, embora o prazo final varie conforme o projeto.
Mesmo com o crescimento dessa tecnologia, profissionais lembram que o EPS não substitui sozinho toda a estrutura da edificação.
O material integra sistemas construtivos específicos, que utilizam outros elementos estruturais e precisam seguir rigorosamente as normas da engenharia para garantir segurança, desempenho e durabilidade.
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