Adeus, tijolo e cimento: a alternativa mais barata e rápida que está terminando obras em menos tempo vira tendência nas construções do Brasil

Sistema construtivo com blocos e painéis de EPS ganha espaço por acelerar obras, reduzir desperdícios e melhorar o conforto térmico das edificações

Daniella Bruno -
O EPS na Construção Civil conquista espaço em projetos que buscam rapidez, eficiência e menor geração de entulho
(Imagem: Ilustração/IA/Gemini)

O setor da construção civil passa por uma transformação impulsionada pela busca por métodos mais rápidos, econômicos e sustentáveis.

Enquanto o modelo tradicional baseado em tijolos e argamassa continua predominante, novas tecnologias vêm conquistando espaço em diferentes tipos de obras pelo país.

Entre essas alternativas, o EPS — conhecido popularmente como isopor — deixou de ser visto apenas como um material para embalagens e passou a integrar sistemas construtivos modernos.

Atualmente, construtoras utilizam blocos e painéis de EPS em residências, edifícios comerciais e empreendimentos que priorizam eficiência energética e redução de resíduos.

O que é o EPS na construção civil

O EPS, sigla para Poliestireno Expandido, é formado por pequenas células fechadas que aprisionam ar em seu interior.

Na construção civil, ele aparece em blocos ou painéis estruturados que compõem um sistema construtivo e recebem revestimentos específicos para garantir resistência e acabamento.

Ao contrário do isopor utilizado em embalagens, o material empregado nas obras passa por processos próprios para aplicações na engenharia. Por isso, especialistas destacam que o desempenho do sistema depende da instalação correta e do cumprimento das normas técnicas.

Por que o material ganha espaço nas obras

Um dos principais diferenciais do EPS é a leveza. Como consequência, trabalhadores transportam e instalam os painéis com mais facilidade, reduzindo o tempo de execução da obra.

Além disso, o material oferece diversas vantagens:

  • proporciona excelente isolamento térmico;
  • ajuda a reduzir ruídos externos;
  • apresenta baixa absorção de umidade;
  • diminui a geração de entulho;
  • facilita o transporte e o armazenamento no canteiro de obras.

Graças às células fechadas que retêm ar, o sistema reduz a troca de calor entre os ambientes. Dessa forma, os imóveis permanecem mais frescos durante o verão e mais confortáveis no inverno, o que também pode diminuir o consumo de energia com climatização.

Tecnologia alia rapidez e sustentabilidade

Outro fator que impulsiona o uso do EPS é a sustentabilidade. Como o sistema utiliza componentes pré-fabricados, a construção gera menos desperdício de materiais e exige menos cortes durante a execução.

Além disso, a rapidez na montagem torna essa solução atrativa para obras com prazos reduzidos. Em muitos casos, o sistema permite concluir etapas da construção em menos tempo do que os métodos convencionais, embora o prazo final varie conforme o projeto.

Mesmo com o crescimento dessa tecnologia, profissionais lembram que o EPS não substitui sozinho toda a estrutura da edificação.

O material integra sistemas construtivos específicos, que utilizam outros elementos estruturais e precisam seguir rigorosamente as normas da engenharia para garantir segurança, desempenho e durabilidade.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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