Maior prédio residencial do mundo: gigante brasileira do aço cria vergalhão 40% mais resistente para erguer os 550 metros da Senna Tower
Tecnologia inédita promete superar desafios considerados impossíveis durante construção de proporções impressionantes nacionais

A construção da Senna Tower, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, contará com uma tecnologia inédita na engenharia brasileira.
A ArcelorMittal será a fornecedora exclusiva do aço utilizado na estrutura do empreendimento e desenvolveu o vergalhão CA70 S AR, material com resistência cerca de 40% superior à do tradicional CA50.
O edifício é desenvolvido pela FG Empreendimentos em parceria com a Marca Senna e a Havan e é apresentado pelas empresas como o futuro maior prédio residencial do mundo.
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O novo vergalhão possui limite mínimo de escoamento de 700 MPa, característica que permite suportar cargas muito mais elevadas sem perder a ductilidade necessária para grandes construções.
Segundo a fabricante, a tecnologia também reduz o consumo de aço, facilita o transporte e a montagem das armaduras e aumenta a produtividade da obra. O material foi desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo e será empregado pela primeira vez em um arranha-céu dessa dimensão.
Tecnologia inédita
O projeto prevê uma torre com mais de 550 metros de altura e 157 pavimentos, além de 228 unidades residenciais de alto padrão. A estrutura também utilizará soluções industrializadas, como armaduras prontas soldadas e serviços de corte e dobra, buscando aumentar a eficiência da construção.
O empreendimento representa mais um capítulo da parceria entre a ArcelorMittal e a FG Empreendimentos, que já atuaram juntas em outros edifícios de grande porte no litoral catarinense.
Marco da engenharia
Além da altura recorde, a Senna Tower é vista como um dos maiores desafios da construção civil brasileira por reunir materiais de alta resistência, técnicas avançadas de engenharia e sistemas voltados à segurança estrutural.
A expectativa é que, quando concluída, a torre se torne o edifício residencial mais alto do mundo, consolidando Balneário Camboriú como um dos principais polos de arranha-céus da América Latina e destacando o desenvolvimento de tecnologias nacionais para obras de grande complexidade.
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