Polícia prende piloto de avião carregado com drogas após pouso forçado em Goiás

Suspeito foi localizado horas após incendiar a aeronave numa tentativa de eliminar vestígios da operação criminosa

Lara Duarte -
Outras três pessoas que teriam saído de São Paulo para resgatá-lo também acabaram presas. (Foto: Reprodução/PM)
Outras três pessoas que teriam saído de São Paulo para resgatá-lo também acabaram presas. (Foto: Reprodução/PM)

O piloto do avião que realizou um pouso forçado em uma fazenda de Itarumã, no sudoeste de Goiás, foi preso na noite desta quarta-feira (15), após uma força-tarefa envolvendo equipes terrestres e aéreas da Polícia Militar (PM).

Segundo informações divulgadas pelo Mais Goiás, além dele, outras três pessoas foram detidas por suspeita de participação na tentativa de fuga.

Entre os presos estão o pai, a esposa e um amigo do piloto, que teriam saído de Ribeirão Preto (SP) com destino a Goiás para buscá-lo. Um Ford Ka utilizado pelo grupo foi apreendido.

Todos devem ser apresentados à Polícia Federal (PF), em Jataí, onde também foi encaminhada a carga de entorpecentes apreendida.

Antes da prisão, o piloto teria provocado um incêndio na aeronave logo após o pouso forçado. Conforme informações levantadas pela reportagem, ele utilizou um galão com cerca de 50 litros de combustível para destruir o monomotor, numa tentativa de eliminar vestígios da operação criminosa.

Antes de atear fogo, no entanto, o suspeito retirou toda a carga de drogas e a escondeu em uma área de mata próxima ao local. As equipes encontraram 281 quilos de cocaína e 61 quilos de crack.

As buscas mobilizaram o Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), o Batalhão Rural, o Batalhão Rodoviário, além de equipes do Comando de Operações de Divisas (COD) e da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), que seguem atuando na região.

Caseiro foi ameaçado

Durante a ocorrência, um caseiro de uma propriedade rural situada a aproximadamente um quilômetro do local do pouso relatou à polícia que foi rendido pelo piloto.

Segundo a PM, ele foi obrigado a ajudar a esconder a droga e também a destruir o próprio celular para impedir que qualquer registro da ação fosse preservado.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que apura a origem da aeronave, o destino da carga e a possível participação de outras pessoas no esquema de tráfico de drogas.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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