Guarda Nacional junta quase 9 mil árvores de Natal jogadas fora e lança de helicóptero dentro do pântano para recuperar um manguezal do tamanho de 330 campos de futebol

Projeto transforma árvores que iriam para aterros em barreiras naturais contra a erosão e ajuda a reconstruir áreas úmidas

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Guarda Nacional junta quase 9 mil árvores de Natal jogadas fora e lança de helicóptero dentro do pântano para recuperar um manguezal do tamanho de 330 campos de futebol
(Foto: Reprodução/FWS.gov)

Depois das festas, milhares de árvores de Natal naturais costumam terminar no lixo. Em Nova Orleans, nos Estados Unidos, parte desse material ganha uma nova função: ajudar na recuperação de áreas úmidas ameaçadas pela erosão.

Na temporada de 2024-2025, a cidade recolheu quase 9 mil árvores. Elas foram amarradas em grandes feixes e transportadas por helicópteros da Guarda Nacional da Louisiana até o Refúgio Nacional de Vida Selvagem de Bayou Sauvage.

Como as árvores recuperam o pântano

Após o lançamento, equipes em aerobarcos posicionam os feixes nos pontos escolhidos. Os galhos formam barreiras permeáveis, que reduzem a força da água e favorecem o depósito de lama e outros sedimentos.

Com o acúmulo desse material, o terreno se torna gradualmente mais alto e estável. Assim, gramíneas podem voltar a crescer e fortalecer o solo com as raízes.

Além disso, as áreas recuperadas oferecem abrigo para aves, peixes, caranguejos, lagostins e camarões. Segundo a prefeitura, o programa já restaurou uma extensão de pântano comparável a quase 200 campos de futebol.

A iniciativa funciona há mais de 26 anos e também evita que as árvores sejam encaminhadas para aterros sanitários.

Região perdeu milhares de quilômetros

A ação ocorre em uma região que enfrenta uma grave perda de território. Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos apontam que a costa da Louisiana perdeu cerca de 4,8 mil km² de terra entre 1932 e 2016.

Erosão, tempestades, afundamento do solo e mudanças no transporte de sedimentos do Rio Mississippi estão entre os fatores relacionados ao problema.

As árvores não resolvem a crise sozinhas. No entanto, ajudam a reter sedimentos e criam condições para que a vegetação retorne em pontos estratégicos.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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