As 3 carnes de segunda que quase ninguém conhece, mas são uma delícia, segundo açougueiros

Alguns cortes menos disputados no balcão podem surpreender no sabor e ainda render ótimas receitas quando preparados da maneira certa

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
carnes de segunda
(Foto: Arquivo/Prefeitura de Anápolis)

Filé-mignon, picanha e contrafilé costumam receber toda a atenção no açougue. Porém, quem conhece melhor o boi sabe que alguns cortes classificados popularmente como “carnes de segunda” podem entregar muito sabor por preços geralmente mais acessíveis.

A diferença está principalmente na localização do músculo e na forma de preparo. Cortes que trabalham mais durante a movimentação do animal tendem a apresentar fibras e tecido conjuntivo mais resistentes.

Entretanto, quando recebem o cozimento adequado, podem ficar extremamente macios.

Entre as opções que merecem mais espaço na cozinha estão peixinho, raquete e acém.

1. Peixinho

O peixinho fica na parte dianteira do boi e recebe esse nome pelo formato característico.

Apesar de ser menos famoso, o corte tem sabor marcante e pode ficar bastante macio quando preparado corretamente.

Por isso, combina especialmente com carne de panela, assados lentos, ensopados e receitas na pressão.

2. Raquete

Também retirada da região dianteira, a raquete é um daqueles cortes que passam despercebidos por muitos consumidores.

Quando bem limpa e preparada, apresenta bom sabor e pode surpreender pela maciez.

Além disso, funciona em bifes, grelhados e até no churrasco, desde que o açougueiro retire corretamente os tecidos mais rígidos.

3. Acém

O acém é bem mais conhecido pelo nome, mas muita gente ainda limita seu uso à carne moída ou de panela.

No entanto, o corte possui sabor intenso e bastante versatilidade.

Algumas partes apresentam bom marmoreio e respondem muito bem ao cozimento lento. Além disso, podem entrar em hambúrgueres, ensopados, assados, carne desfiada e até churrasco.

O segredo está no preparo

Chamar um corte de “segunda” não significa que ele tenha qualidade inferior ou menor valor nutricional.

A classificação popular está mais relacionada às características da peça e à tradição de consumo.

Por isso, antes de comprar, vale explicar ao açougueiro qual receita pretende preparar. Assim, ele pode indicar a parte mais adequada e o melhor corte para cada preparo.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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