Homem perde R$ 15 mil após cair no golpe do falso boleto e Justiça decide o que deve acontecer com banco que permitiu a fraude

Consumidor pagou boleto gerado em site clonado e conseguiu na Justiça o direito de receber de volta todo o valor desviado

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
golpe do falso boleto
(Imagem: Ilustração)

Um homem que perdeu R$ 15 mil no golpe do falso boleto conseguiu uma decisão favorável na Justiça depois de pagar uma cobrança gerada por criminosos em um site clonado.

No caso, o Judiciário entendeu que houve falha de segurança e determinou que a instituição financeira devolvesse integralmente o valor, com os acréscimos aplicáveis.

A decisão reforça que, em determinadas fraudes bancárias, o prejuízo não pode ser automaticamente transferido ao consumidor.

Por que o banco teve de devolver

O entendimento se baseia na responsabilidade das instituições financeiras pela segurança das operações que integram o sistema bancário.

Quando criminosos conseguem usar contas fraudulentas para receber valores desviados, pode haver falha na prestação do serviço.

Além disso, a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça estabelece que fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito das operações bancárias podem configurar risco inerente à própria atividade.

Por isso, o banco pode ser responsabilizado mesmo quando o golpe é executado diretamente por um estelionatário.

Site clonado deu aparência de legitimidade

No golpe, o consumidor acessou uma página falsa que imitava um ambiente legítimo de renegociação.

A partir dali, os criminosos geraram o boleto fraudulento.

Esse tipo de fraude costuma funcionar justamente porque a cobrança pode trazer aparência semelhante à de uma operação real.

Assim, quando o consumidor percebe o problema, o dinheiro já pode ter sido direcionado para uma conta controlada pelos golpistas.

Banco pode alegar culpa do cliente?

Pode, mas isso não significa que o argumento será aceito.

Em processos desse tipo, a análise costuma considerar se houve falha do banco, abertura irregular de conta, movimentação suspeita e outros elementos ligados à segurança da operação.

No caso citado, a Justiça concluiu que a instituição deveria responder pelo prejuízo.

Dessa forma, o consumidor conseguiu o ressarcimento dos R$ 15 mil.

O que guardar depois do golpe

Quem cai em fraude com boleto deve reunir o máximo possível de provas.

Entre os documentos mais importantes estão:

  • o boleto pago;
  • o comprovante da transação;
  • extratos bancários;
  • prints ou registros do site utilizado;
  • comunicações feitas com o banco;
  • boletim de ocorrência.

Esses registros ajudam a demonstrar como o golpe aconteceu e qual foi o caminho do dinheiro.

Nem todo caso termina igual

A decisão não significa que qualquer golpe de boleto gere automaticamente indenização contra o banco.

Cada processo depende das circunstâncias concretas e das provas apresentadas.

No entanto, o caso mostra que o golpe do falso boleto pode gerar responsabilidade da instituição financeira quando a Justiça identifica falha de segurança ligada à operação.

Assim, quem sofrer prejuízo semelhante deve agir rapidamente, comunicar o banco e preservar todos os registros da fraude.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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