Terminais de ônibus de Goiânia poderão ter nova regra para entrada e saída de passageiros; entenda
Segundo autor da proposta, modelo atual não segue um padrão de embarque e desembarque, o que facilita as fraudes ao sistema

Um projeto de lei em debate na Câmara Municipal de Goiânia pode mudar a forma como passageiros entram e saem dos ônibus que integram o transporte público da Região Metropolitana.
De autoria do vereador Denício Trindade (UB), a proposta prevê a padronização da entrada de passageiros nos coletivos, especificamente daqueles que já estejam dentro dos terminais.
Conforme citado pelo parlamentar, o modelo atual não segue um padrão, de modo que o viajante precisa fazer o embarque “ora pela porta dianteira, ora pela porta traseira” dos ônibus.
Essa falta de uniformidade nos procedimentos de embarque e desembarque estaria contribuindo para elevar os custos com o complemento do subsídio e facilita “práticas de evasão tarifária e fraudes no sistema”.
Ainda de acordo com Denício Trindade, o passageiro que embarca pela porta dianteira precisa fazer uma nova validação do bilhete, o que também resulta em dupla cobrança ao poder público.
O texto-base do projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta quarta-feira (16), e deve seguir, em breve, para apreciação em plenário.
Se aprovado na Casa e sancionado pela Administração Municipal, os terminais de transporte coletivo deverão implantar controle de acesso unificado, com catracas eletrônicas e bilhetagem única. O embarque e desembarque ocorrerão, então, de modo unificado em todos os terminais da capital.
Diz o texto que “o poder público municipal (Região Metropolitana) ou intermunicipal através da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC), poderá firmar parcerias público-privadas para modernizar a infraestrutura dos terminais”, desde que respeitados os padrões definidos nesta Lei.
A matéria ainda prevê as seguintes penalidades: multa de R$ 50 milhões por mês em caso de descumprimento, aplicada por veículo ou terminal irregular. Em caso de reincidência, poderá ocorrer a suspensão temporária do alvará de funcionamento até a regularização.
Metronização
O projeto de lei em debate se soma a outras iniciativas do Poder Público goianiense para a qualificação do transporte coletivo, em especial a pauta sobre metronização da rede semafórica da capital.
O termo diz respeito a uma tecnologia de comunicação em tempo real entre os ônibus e os semáforos, que permite o favorecimento da passagem prioritária dos veículos do transporte coletivo. Com isso, o ônibus consegue manter um fluxo mais contínuo ao longo do corredor.
Além das vias exclusivas, a tecnologia integra sensores nos ônibus e nos corredores para enviar dados em tempo real para a central de controle do sistema. Na prática, quando um ônibus se aproxima de um semáforo, este já recebe uma mensagem para ‘abrir’ o sinal verde.
De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a metronização já alcança todos o trecho do BRT Norte-Sul, onde mais de 60 mil passageiros são transportados por dia.
Já no eixo Leste-Oeste, a velocidade média dos ônibus aumentou 31% desde a implantação do sistema. A quantidade média de interrupções nos cruzamentos também caiu de 30 para sete paradas por trajeto.
Ao todo, já são mais de 31 quilômetros de corredores inteligentes e com prioridade semafórica para os coletivos.
A meta, segundo o prefeito Sandro Mabel (UB), é levar a metronização para 240 quilômetros de Goiânia. “Metronizar é fazer o ônibus andar mais rápido, com mais previsibilidade e menos paradas. O ônibus passa a operar com a velocidade e desempenho de um metrô”, afirma.
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