Advogado explica: como pedir gratuitamente o documento que obriga banco a reduzir dívidas com até 85% de desconto

Cleiton, do perfil @advogadocleiton, mostra um procedimento gratuito que pode ajudar o consumidor a entender como o débito chegou ao valor atual

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Bancos vão ter que devolver as parcelas que foram descontadas de empréstimo consignado do INSS após decisão da Justiça
(Foto: Reprodução)

O Demonstrativo de Evolução da Dívida (DED) pode ajudar consumidores a entender quanto realmente devem e quais juros e encargos foram incorporados ao débito.

A orientação foi compartilhada pelo advogado Cleiton, do perfil @advogadocleiton, que explica como solicitar gratuitamente informações detalhadas ao banco.

O documento apresenta a evolução de determinadas operações de crédito, incluindo informações como saldo devedor, juros e pagamentos.

Bancos como o Santander, por exemplo, disponibilizam DED ou demonstrativos equivalentes para empréstimos pessoais.

No entanto, há uma ressalva importante: pedir o documento não obriga o banco a conceder desconto de 85%. O percentual de uma eventual negociação depende da dívida, da instituição e das condições oferecidas ao cliente.

Como pedir o documento

Segundo Cleiton, o consumidor pode acessar o Consumidor.gov.br, entrar com a conta Gov.br e registrar uma reclamação direcionada à instituição financeira.

No pedido, a orientação é solicitar um demonstrativo detalhado que apresente o valor original da dívida, taxas de juros, tarifas e encargos, seguros eventualmente incluídos, pagamentos realizados e saldo devedor atualizado.

O direito à informação clara e adequada está previsto no Código de Defesa do Consumidor. Na prática, porém, o documento disponível pode variar conforme o produto financeiro. Em cartão de crédito, por exemplo, uma instituição pode apresentar as próprias faturas como registro da evolução do débito, em vez de emitir um arquivo chamado especificamente DED.

Documento ajuda a enxergar como dívida cresceu

Com as informações em mãos, fica mais fácil entender quanto do saldo corresponde ao valor originalmente contratado e quanto surgiu posteriormente com juros e outros encargos.

Além disso, o consumidor consegue comparar os números apresentados pelo banco com contratos, parcelas pagas e demais documentos.

Por isso, o DED pode servir como instrumento para preparar uma tentativa de renegociação. Ele, entretanto, não reduz automaticamente a dívida.

E o desconto de até 85%?

Cleiton afirma na publicação que, quando a instituição apresenta os números, podem surgir propostas de negociação com descontos elevados.

Porém, não existe garantia geral de que solicitar o DED resulte em abatimento específico.

Descontos de 85% realmente aparecem em algumas renegociações. Em 2026, por exemplo, o governo federal informou que operações realizadas pelo Novo Desenrola alcançaram média de 85% de desconto entre os beneficiários do programa. Isso não significa, contudo, que qualquer dívida bancária ou solicitação de DED tenha direito ao mesmo percentual.

Assim, a principal vantagem do Demonstrativo de Evolução da Dívida (DED) está na transparência. Com os cálculos detalhados, o consumidor ganha mais informações para avaliar o débito e decidir se uma proposta de renegociação realmente vale a pena.

 

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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