UEG pode punir aluno de medicina acusado de estuprar estudante durante festa universitária em Goiânia

Universidade diz que apura internamente os relatos e que vai tomar as medidas cabíveis caso eles sejam verdadeiros

Natália Sezil Natália Sezil -
Câmpus da UEG em Itumbiara, onde há o curso de medicina.
Câmpus da UEG em Itumbiara, onde há o curso de medicina. (Foto: Divulgação/UEG)

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) afirmou que vai tomar providências caso se confirmem as suspeitas de que um estudante de medicina da instituição tenha estuprado uma jovem durante uma festa universitária.

Em nota à imprensa, a UEG informou que está apurando internamente os fatos relatados e que serão adotadas as medidas cabíveis dentro do âmbito institucional, “nos termos do regime disciplinar discente e das demais normas aplicáveis”.

A universidade esclareceu que o episódio teria acontecido em um evento estudantil que não tem relação com atividades acadêmicas ou institucionais da UEG, fora das dependências.

Também disse repudiar “toda e qualquer forma de violência contra a mulher ou violação de direitos”.

O posicionamento acontece depois de um apelo do Correnteza, movimento ligado à União Nacional dos Estudantes (UNE) que exigiu que o aluno de medicina seja expulso da UEG.

O apelo foi feito na última segunda-feira (21), quando o grupo pediu pela prisão definitiva do suspeito. O Correnteza destacou que o jovem chegou a ser levado à delegacia e foi preso em flagrante, mas mantém a matrícula ativa.

Em tempo

A denúncia é do dia 07 de setembro, quando atléticas da Universidade Federal de Goiás (UFG) organizaram a ViraDevasta, baile funk realizado em uma casa de festas na região Norte da capital.

Segundo relatos de testemunhas, o aluno foi encontrado “em cima” da vítima dentro de um banheiro, em uma área reservada do espaço, à qual o público geral não deveria ter acesso. A jovem estaria inconsciente, sem bermuda e calcinha.

A festa foi interrompida cerca de 45 minutos antes do programado e a Polícia Militar (PM) foi chamada. O caso segue sendo tratado pelas autoridades.

Procurada na última terça-feira (22), a defesa do suspeito disse ao Portal 6 que “só se pronunciará diante das autoridades policiais e judiciais”.

Confira a nota na íntegra:

“A propósito das informações solicitadas pelo Jornal O Hoje sobre episódio que envolve um estudante de Medicina da Unidade Universitária de Itumbiara, a Universidade Estadual de Goiás informa que está apurando internamente os fatos relatados. Caso sejam confirmadas condutas passíveis de responsabilização no âmbito institucional, serão adotadas as medidas cabíveis, nos termos do regime disciplinar discente e das demais normas aplicáveis. 

A Universidade esclarece ainda que, de acordo com as informações divulgadas, o episódio teria ocorrido durante evento estudantil sem vínculo com atividades acadêmicas ou institucionais da UEG e, portanto, fora de suas dependências. 

A Instituição reitera seu compromisso com o respeito, a dignidade e a integridade de toda a comunidade acadêmica, não compactua e repudia toda e qualquer forma de violência contra a mulher ou violação de direitos. 

A UEG reafirma que a defesa e a valorização da vida, da dignidade e da integridade das mulheres constituem princípios fundamentais de sua atuação institucional. Destaca, ainda, que atua permanentemente na promoção de um ambiente universitário seguro, saudável e pautado pela convivência respeitosa.

Universidade Estadual de Goiás”

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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