Não é 2, nem 3: quantos ovos podemos comer por dia sem exagerar e quando eles ajudam a perder peso, segundo especialistas
Para adultos saudáveis, um ovo por dia é referência comum; no emagrecimento, ele ajuda mais pela saciedade do que por efeito isolado

O ovo costuma aparecer em dietas para quem quer perder peso porque é prático, rico em proteína e ajuda a aumentar a sensação de saciedade.
Mas existe uma dúvida que sempre aparece junto: quantos ovos dá para comer por dia sem exagerar?
A resposta não depende apenas do alimento isoladamente. Estado de saúde, colesterol, restante da dieta e forma de preparo também entram nessa conta.
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Existe uma quantidade usada como referência
Para adultos saudáveis, uma referência comum é o consumo de até um ovo inteiro por dia.
A pesquisadora em nutrição Kristina Petersen, coautora de um parecer científico da American Heart Association (AHA), também aponta essa quantidade como uma forma de manter controlada a ingestão de colesterol alimentar.
Isso não significa, porém, que exista uma regra exatamente igual para todo mundo.
A própria entidade ressalta que pessoas com LDL elevado ou outras condições específicas podem precisar individualizar o consumo com orientação profissional.
Mas comer ovo todos os dias emagrece?
Não necessariamente.
O ovo não provoca perda de peso sozinho. O que pode ajudar é a combinação de proteína e saciedade, principalmente quando ele substitui alimentos mais calóricos ou menos nutritivos.
Uma revisão sistemática publicada em 2023 reuniu 32 ensaios clínicos e não encontrou redução significativa de peso apenas pelo aumento do consumo de ovos no conjunto dos estudos.
O resultado mudou quando outro fator entrou na equação.
O detalhe que fez diferença nos estudos
Algumas análises mostraram resultados melhores quando o consumo de ovos fazia parte de uma alimentação com restrição calórica.
Em um ensaio com 152 adultos com sobrepeso ou obesidade, quem consumiu um café da manhã à base de ovos apresentou maior perda de peso quando também seguia uma dieta com déficit energético.
Quando não havia redução das calorias da alimentação, esse efeito não apareceu.
Ou seja, o ovo pode fazer parte de uma estratégia para emagrecer, mas não compensa sozinho uma alimentação com excesso de calorias.
O preparo pode mudar bastante o resultado
Também não adianta olhar apenas para a quantidade de ovos e ignorar o que vai junto no prato.
Versões cozidas, pochê ou preparadas com pouca gordura costumam se encaixar com mais facilidade em uma alimentação equilibrada.
Já um ovo acompanhado de grandes quantidades de óleo, bacon, embutidos, molhos ou outros alimentos muito calóricos pode transformar bastante o valor energético da refeição.
Por isso, muitas vezes o problema não está no ovo, mas naquilo que é acrescentado ao redor dele.
E o ovo marrom é mais saudável que o branco?
Essa é outra dúvida comum no supermercado.
Apesar da diferença visual, a cor da casca não determina que um ovo seja mais nutritivo do que o outro.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a tonalidade depende principalmente da raça da galinha.
Em termos nutricionais, ovos brancos e marrons apresentam valores muito semelhantes.
Dica extra na hora de escolher
Em vez de pagar mais apenas pela cor da casca, vale prestar atenção em outros pontos.
Validade, conservação, integridade da casca e procedência são critérios mais úteis para escolher o produto.
No fim, seja branco ou marrom, o ovo pode entrar na alimentação diária e até em estratégias de emagrecimento. O que realmente muda o resultado é a quantidade total da dieta, o preparo e o restante do que vai para o prato.
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