Procon lista as floriculturas de Anápolis onde o mesmo vaso de flores custa R$ 9 e R$ 40 às vésperas de Finados
Pesquisa traz nome e endereço de cada loja, mostra qual delas teve o menor preço na maioria dos itens e o que conferir antes de encomendar uma coroa

Quem vai comprar flores para o Dia de Finados nas floriculturas de Anápolis pode pagar R$ 9 ou R$ 40 pelo mesmo vaso de kalanchoe. O Procon Anápolis visitou seis lojas entre 26 e 29 de outubro e pesquisou 22 itens. Além disso, publicou o relatório com o nome e o endereço de cada uma.
A data cai na segunda-feira (02) e, segundo o Procon, costuma impulsionar as vendas do setor. O próprio órgão ressalva, porém, que os preços valem para os dias da coleta e podem mudar perto do feriado. Por isso, os números servem como referência de comparação, e não como recomendação de compra.
O vaso de kalanchoe nº 11 com decoração custava R$ 9 na Floricultura Chuva de Ouro, na Avenida Presidente Kennedy, no Maracanã. Já na Floricultura Universitária, na Avenida Universitária, na Vila Santa Isabel, o mesmo item saía por R$ 40. A diferença, de 344%, foi a maior entre os 22 produtos pesquisados.
Sem decoração, o mesmo vaso também teve a segunda maior variação. Custava R$ 5,50 na Chuva de Ouro e R$ 20 na Mônica Flores e Floricultura, na Rua Benjamin Constant, no Setor Central. A diferença, nesse caso, foi de 264%.
Botão de rosa, crisântemo e lírios: onde a diferença pesa nas floriculturas de Anápolis
O botão de rosa sem decoração custava R$ 5,80 na Floricultura Fiori, na Rua Firmo de Velasco, no Setor Central. Já na Universitária, a unidade saía por R$ 15, ou seja, 159% a mais.
Os vasos nº 11 de crisântemo e de margarida plantada, por sua vez, custavam R$ 10 na Chuva de Ouro. Já na Floricultura Narita, na Praça Dom Emanuel, na Vila Santana, o preço chegava a R$ 25. A Floricultura Miro das Flores, também na Rua Benjamin Constant, cobrava o mesmo valor. Na planilha, os dois vasos têm preços idênticos em cada uma das cinco lojas que os vendem.
No vaso de lírios, a comparação muda. O Procon anotou o modelo mais barato de cada loja, e não um produto idêntico. Nesse caso, o menor preço foi R$ 40, na Chuva de Ouro, e o maior, R$ 100, na Miro das Flores.
A begônia nº 11 com decoração foi de R$ 25, na Chuva de Ouro, a R$ 60, na Universitária. Já o buquê de margaridas custava R$ 50 em três lojas e R$ 100 na Mônica Flores e Floricultura.
Chuva de Ouro teve o menor preço em 13 dos 19 itens que vendia
O Portal 6 contou, loja a loja, quem cobrou menos e quem cobrou mais na planilha do Procon. A Chuva de Ouro teve o menor preço, sozinha ou empatada, em 13 dos 19 itens que vendia. Ainda assim, cobrou o valor mais alto pelo botão longo sem decoração, R$ 18.
Na outra ponta, a Mônica Flores e Floricultura cobrou o maior preço em 11 dos 22 itens. Em oito deles, nenhuma outra loja chegou ao mesmo valor. A Universitária, que vendia 10 dos itens, foi a mais cara em cinco.
Arranjo de coroa varia R$ 120 entre a loja mais barata e a mais cara
Em reais, a maior diferença da pesquisa ficou nas coroas. O arranjo mais barato da Fiori custava R$ 130, enquanto o mais barato da Narita saía por R$ 250. A coroa tradicional, por sua vez, custava R$ 250 na Miro das Flores e na Fiori. Já na Narita, na Mônica Flores e Floricultura e na Chuva de Ouro, o preço chegava a R$ 300.
Nos dois casos, o Procon anotou a opção mais barata de cada loja. Segundo o órgão, coroas variam muito em embalagem, tamanho e tipo de flor, e isso pesa no valor final. Por isso, o Procon orienta o consumidor a conferir se montagem, embrulho, laços e vaso já estão no preço final.
Preço médio caiu em sete vasos em relação a 2025, segundo o Procon
O relatório também compara o preço médio de sete vasos com o de 2025, e todos ficaram mais baratos. A maior queda, de 26,9%, foi no crisântemo nº 11, que passou de R$ 26,25 para R$ 19,20. A margarida plantada nº 11 caiu de R$ 25 para R$ 19,20, ou seja, 23,2% a menos.
O kalanchoe nº 15 sem decoração recuou 20%, de R$ 37,50 para R$ 30. Já o nº 11 sem decoração caiu 16,2%, de R$ 17 para R$ 14,25. A bola belga nº 20, por sua vez, foi de R$ 68,33 para R$ 63,33, queda de 7,3%. Nos vasos nº 15 de margarida e de crisântemo, a redução ficou abaixo de 6%.
O Portal 6 calculou os percentuais a partir do gráfico do Procon. O órgão, porém, não divulgou a pesquisa de 2025 para comparação. Por isso, não é possível conferir quais floriculturas de Anápolis e quais itens entraram no levantamento do ano passado.
Em Goiânia e Aparecida de Goiânia, o levantamento do Procon Goiás registrou alta em parte dos itens. Lá, por exemplo, a dúzia de gérberas foi de R$ 49,75 para R$ 106,60 em um ano.
Preço na etiqueta e montagem inclusa: o que exigir na compra
O Procon orienta o consumidor a visitar mais de uma loja antes de comprar. Além disso, as floriculturas precisam deixar o preço visível em flores, vasos e arranjos. Caso o produto não tenha etiqueta, o atendente deve informar o valor antes da compra.
Nas plantas em vaso, o órgão recomenda folhas firmes, sem manchas, e parte dos botões ainda fechados. Assim, a flor dura mais. Já nas flores de corte, hastes e caules devem estar firmes, sem sinal de amolecimento.
Para flor com defeito de qualidade, o relatório cita o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. Pela regra, o fornecedor responde pelo defeito, e o consumidor pode exigir a substituição.
Quem quiser denunciar ou reclamar pode usar o WhatsApp do Procon Anápolis, (62) 98551-6888, ou o telefone (62) 2604-0200. Segundo o órgão, a identidade de quem denuncia fica em sigilo.
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