Quantas latinhas precisam ser coletadas para alcançar um salário mínimo?

Estimativas mostram que um trabalhador precisaria recolher milhares de latinhas de alumínio, considerando o preço médio pago por quilo no mercado de reciclagem

Layne Brito Layne Brito -
quantas latinhas é preciso vender para ganhar um salário mínimo
(Foto: Reprodução / Pexels)

A coleta e a venda de latinhas de alumínio fazem parte do cotidiano de milhares de brasileiros e colocam o Brasil entre os líderes mundiais em reciclagem desse tipo de material.

Além do impacto ambiental positivo, a atividade também funciona como alternativa de renda, especialmente em grandes centros urbanos e durante eventos com grande circulação de pessoas.

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621 em 2026, muita gente se pergunta se é possível atingir esse valor apenas com a venda de latinhas.

Dados do setor mostram que o país mantém índices elevados de reaproveitamento do alumínio, o que fortalece a cadeia da reciclagem e movimenta milhões de reais todos os anos.

Mesmo assim, quem trabalha com a coleta precisa lidar com um cálculo que nem sempre é simples, já que as latinhas não são vendidas por unidade, mas sim por peso.

Em média, são necessárias cerca de 75 latinhas para completar um quilo de alumínio, número que pode variar conforme o tamanho e o tipo da embalagem.

O valor pago por esse quilo muda de acordo com a região, o comprador e a demanda do mercado, mas costuma ficar entre R$ 4 e R$ 10 em grande parte do Brasil.

Para facilitar a conta, foi considerado o preço médio de R$ 9 por quilo, praticado em alguns centros de reciclagem do país. Com base nesse valor, é possível chegar a uma estimativa mais concreta sobre o rendimento da atividade.

Quantas preciso vender para ganhar um salário mínimo?

Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 e o valor médio de R$ 9 por quilo do alumínio, um trabalhador precisaria juntar cerca de 180 quilos de latinhas para alcançar esse valor.

Como, em média, 75 latinhas formam um quilo, o total necessário chega a aproximadamente 13.500 latinhas.

O número pode variar de acordo com o preço pago em cada localidade e o tipo de lata coletada, mas ajuda a dimensionar o esforço exigido para transformar a coleta em uma renda equivalente ao piso nacional.

Mesmo com os desafios, a atividade segue sendo uma fonte de sustento para muitas famílias.

A coleta de latinhas permanece presente nas ruas, em feiras, festas populares e grandes eventos, integrando a economia circular e contribuindo para a redução de resíduos.

O ganho mensal depende diretamente do volume coletado, da regularidade das vendas e das condições do mercado local, reforçando a importância social e econômica do trabalho dos catadores.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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