Avanço na medicina: Anvisa aprova injeção contra HIV que precisa aplicar somente duas vezes ao ano

Nova tecnologia pode facilitar a prevenção, reduzir falhas por esquecimento e ampliar a proteção de quem está mais vulnerável ao vírus

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Injeção que previne HIV deve ser aplicada a cada seis meses; saiba como funciona
(Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A prevenção contra o HIV pode estar prestes a entrar em uma nova era no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma injeção que promete mudar a forma como muitas pessoas se protegem contra o vírus, com um esquema que exige aplicação apenas duas vezes ao ano.

A aprovação ocorreu no dia 12 de janeiro de 2026 e envolve o medicamento Sunlenca (lenacapavir), que passou a ter indicação também para prevenção do HIV-1 na modalidade conhecida como PrEP (profilaxia pré-exposição), usada por quem não tem o vírus, mas quer reduzir o risco de infecção.

O grande diferencial dessa nova opção é a duração prolongada. Em vez do uso diário de comprimidos, o lenacapavir pode ser aplicado em forma de injeção com intervalo de aproximadamente seis meses, o que significa que o paciente precisa repetir o procedimento apenas duas vezes por ano.

De acordo com a Anvisa, a proposta é facilitar a adesão ao método e diminuir situações em que a proteção falha por esquecimento ou interrupções no uso. Isso pode ser especialmente relevante para pessoas com rotina instável ou dificuldade em manter medicações diárias.

Mesmo com a novidade, especialistas reforçam que o método exige cuidado básico para segurança. Antes de começar, é necessário ter teste negativo para HIV, além de manter acompanhamento, já que a prevenção funciona melhor quando a pessoa segue corretamente o esquema indicado.

A aprovação é considerada um avanço importante, mas ainda não significa que a injeção estará automaticamente disponível para todos. Como acontece com outras tecnologias de saúde, o medicamento ainda depende de etapas como definição de preço e avaliação para entrada em programas públicos, como o Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, a autorização já coloca o Brasil entre os países que passam a ter uma alternativa moderna e de longa duração para prevenção do HIV, com potencial de ampliar o acesso e tornar a proteção mais simples para quem mais precisa.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

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