A estrada com a subida mais longa do mundo tem 115 km de extensão e mais de 4 mil metros de desnível

Localizada nos Andes colombianos, a escalada cruza biomas, enfrenta frio extremo e desafia até ciclistas profissionais

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
A estrada com a subida mais longa do mundo tem 115 km de extensão e mais de 4 mil metros de desnível
(Foto: Captura de Tela/YouTube)

Existe uma estrada onde a subida parece não ter fim. Nos Andes da Colômbia, ciclistas encaram 115 km contínuos de ascensão e quase 4.800 metros de ganho altimétrico.

O trajeto é considerado a subida em asfalto mais longa do mundo. A rota supera desafios físicos, climáticos e psicológicos em um único percurso.

Onde fica a maior escalada rodoviária do planeta

A subida está localizada no departamento de Tolima e começa na cidade de Honda, no Vale do Magdalena. A estrada segue em direção às regiões mais altas da Cordilheira dos Andes.

Ao longo do caminho, o percurso atravessa quatro zonas climáticas distintas. A paisagem muda de áreas quentes para florestas densas e, depois, para os páramos andinos.

Nessa faixa de altitude, a vegetação é baixa e o vento é constante. O frio se torna um dos principais adversários para quem tenta completar a escalada.

Distância extrema e altitude acima de 4 mil metros

O ponto mais alto da rota chega a cerca de 4.150 metros acima do nível do mar. O ganho altimétrico total ultrapassa 4.700 metros em um único trajeto.

Apesar de não ser uma subida muito íngreme, a extensão torna o esforço acumulado brutal. Para efeito de comparação, é cerca de quatro vezes mais longa que o famoso Mont Ventoux, na França.

Na mesma região, fica o Alto de Letras, subida histórica do ciclismo profissional. Já o trajeto até o Alto del Sifón é ainda mais longo e mais alto.

Um percurso que virou referência no ciclismo mundial

A estrada já recebeu etapas de grandes competições, incluindo provas do circuito internacional. Por isso, é vista como um teste de resistência para atletas de elite.

No caminho, o Nevado del Ruiz domina o cenário, lembrando o vulcão que causou a tragédia de Armero em 1985. A presença do gelo e das mudanças bruscas de temperatura aumenta o risco.

Hoje, a rota também atrai cicloturistas do mundo inteiro. Muitos dividem a escalada em trechos, transformando a jornada em uma expedição esportiva.

Conheça mais sobre o trajeto pelo vídeo abaixo:

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiário do Portal 6.

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