TikToker famoso vende o próprio rosto para inteligência artificial por mais de R$ 5 bilhões
Um contrato histórico que pode redefinir carreiras digitais, com riscos e dúvidas

Khaby Lame, influenciador ítalo-senegalês e atualmente o usuário com mais seguidores no TikTok com mais de 160 milhões de fãs fechou um acordo empresarial de grande impacto na indústria digital.
O criador, conhecido por seus vídeos silenciosos e reações cômicas que atravessam barreiras linguísticas, vendeu os direitos comerciais da sua empresa Step Distinctive Limited por aproximadamente US$ 975 milhões (equivalente a cerca de R$ 5 bilhões) para a holding Rich Sparkle Holdings, com ações negociadas em mercados internacionais.
Ao contrário de um contrato publicitário tradicional, o negócio concede à Rich Sparkle os direitos exclusivos sobre a marca e sobre a exploração comercial da imagem, voz e dados comportamentais de Lame por um período inicial de 36 meses.
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Em troca, o próprio influenciador recebeu uma significativa quantidade de ações da companhia, fazendo dele um acionista controlador e não apenas uma celebridade licenciada.
Um dos elementos mais inovadores do acordo é a autorização formal para a criação e utilização de um “gêmeo digital de inteligência artificial” baseado nos traços, gestos e expressões que tornaram Khaby famoso.
Essa réplica virtual programada para operar em múltiplos idiomas e diferentes fusos horários poderá gerar conteúdos, participar de transmissões ao vivo e atuar em campanhas comerciais sem a presença física do criador. A estratégia visa multiplicar a presença online e as oportunidades de monetização em escala global.
Tradicionalmente, influenciadores monetizam sua audiência por meio de parcerias, publicidade e serviços de marca. Com a entrada de inteligência artificial e digital twins, empresas podem operar 24 horas por dia, em diferentes mercados e idiomas, sem limitações humanas, potencialmente transformando a forma como influência digital é comercializada.
No entanto, a operação levanta questões regulatórias e éticas especialmente sobre controle de uso da imagem, propriedade intelectual e limites da automação.
Embora o contrato permita à empresa desenvolver e explorar o “clone” digital, alguns observadores ponderam sobre os mecanismos de proteção de reputação e consentimento contínuo do criador em contextos comerciais sensíveis.
A trajetória de Khaby Lame que passou de operário de fábrica a megainfluenciador global evidencia não apenas o poder das plataformas sociais, mas também a crescente convergência entre tecnologia, marca pessoal e modelos de negócio escaláveis.
Este acordo é um marco no mercado de influência digital e pode inspirar novos formatos de licenciamento de imagem em um futuro cada vez mais dominado por soluções de inteligência artificial.
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